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2ª semana pós-1º turno tem reação de Lula e Flávio em alerta…

Reação de petista dá sinais de ter chegado no teto; debate e próximos dias serão decisivos para o resultado das eleições... Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/2a-semana-pos-1o-turno-tem-reacao-de-lula-e-flavio-em-alerta/) © 2026 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas.

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A 2ª semana depois do 1º turno terminou com a disputa presidencial novamente em situação de empate numérico e as duas campanhas diante de desafios diferentes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu recuperar terreno, reanimar a militância petista e recolocar o governo no centro do noticiário, sobretudo com a votação do fim da escala 6 x 1. Flávio Bolsonaro (PL) perdeu parte do impulso que havia conquistado nas urnas e entrou em estado de alerta.

O movimento aparece na pesquisa PoderData/Aya, divulgada na 6ª feira (16.out.2026). O presidente e o senador têm 50% dos votos válidos cada um. Na primeira pesquisa depois do 1º turno, divulgada em 8 de outubro, Flávio tinha 53%, ante 47% de Lula. A vantagem de 6 pontos percentuais desapareceu em pouco mais de uma semana.

O resultado traduz uma mudança relevante no ambiente eleitoral. Flávio saiu do 1º turno com mais votos que Lula e vantagem numérica nas pesquisas. A campanha do senador do PL focou na construção de alianças. Longe da cúpula da campanha, um sentimento de já ganhou dominou parte da direita e desmobilizou aliados. O movimento foi percebido internamente e houve um freio de arrumação na última semana.

A mudança não significa, necessariamente, que Lula tenha passado a ser o favorito. Significa que a vantagem obtida por Flávio deixou de oferecer a segurança que parte de sua campanha enxergava em um 1º momento.

GOVERNO VOLTA AO JOGO

A principal mudança foi a energização do petismo. Desde 9 de outubro, apoiadores de Lula organizaram atos, caminhadas e mutirões em pelo menos 37 cidades. A mobilização ganhou força nas ruas e nas redes sociais, com participação de artistas, influenciadores e políticos de esquerda.

O movimento ajudou a recuperar o senso de disputa entre os apoiadores do presidente. Depois de um 1º turno apático, em que Lula terminou atrás do adversário, a campanha voltou a produzir imagens de mobilização, engajamento e capacidade de reação.

Mas a retomada não se limitou à militância. Lula não se conteve no anúncio de medidas com apelo eleitoral. Propôs ônibus urbanos gratuitos aos fins de semana, o aumento do teto de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual) e a redução da jornada de trabalho.

A maior vitória foi a aprovação do fim da escala 6 x 1 pelo Senado, na 4ª feira (14.out). A proposta de emenda à Constituição foi aprovada por 75 votos a 1 nos 2 turnos, com 77 senadores presentes. O único voto contrário foi o de Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não votou.

A aprovação foi uma vitória política expressiva para o governo. A redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial, é uma pauta de apelo direto aos trabalhadores.

O tema criou um dilema para a oposição. Votar contra uma medida popular poderia impor desgaste eleitoral; apoiá-la significava permitir que Lula reivindicasse parte do crédito por uma bandeira incorporada à campanha petista. Flávio votou a favor. Foi uma estratégia de redução de riscos.

O conjunto das iniciativas devolveu algum protagonismo ao governo e deu à campanha uma narrativa positiva. O Planalto deixou de ser só objeto de críticas e passou a pautar parte do debate eleitoral.

A questão agora é saber quanto desse movimento se converterá em votos. A aprovação de uma medida popular não produz, automaticamente, uma mudança proporcional nas intenções de voto.

E há sinais de fadiga no ar. Trackings internos, não divulgados pelas campanhas, já apontam sinais de estabilização das intenções de voto em Lula. A leitura é que o presidente pode estar próximo de seu teto, enquanto Flávio teria consolidado um piso eleitoral.

Esses levantamentos devem ser tratados com cautela: não são pesquisas públicas que permitam comparar metodologias, amostras e resultados. Ainda assim, ajudam a explicar por que a reação petista não eliminou a preocupação com o resultado final.

Há outro dado relevante: mesmo com o empate nas intenções de voto, 51% dos eleitores consideram que Flávio tem mais chances de vencer, ante 42% que apostam em Lula. A percepção de quem deve ganhar não equivale à intenção de voto, mas pode influenciar o ambiente político, a mobilização e a disposição dos eleitores indecisos.

Os próximos 3 ou 4 dias vão ajudar a mostrar se a recuperação de Lula perdeu força ou se continuará até a votação de 25 de outubro.

O PoderData voltou a campo e divulgará na 2ª feira (19.out) os resultados de uma nova rodada de entrevistas. O levantamento poderá indicar se o empate representa uma estabilização do cenário ou apenas uma etapa de um movimento ainda em curso.

Se Flávio voltar a aparecer à frente, mesmo numericamente e dentro da margem de erro, Lula terá pouco tempo para tentar reverter a situação. Se o presidente consolidar a aproximação ou abrir vantagem, a pressão passará para o senador e sua equipe.

O PRIMEIRO DEBATE DIRETO

O confronto entre Lula e Flávio na Band, às 20h de domingo (18.out), será o primeiro debate direto entre os 2 nesta campanha presidencial. A uma semana do 2º turno, o encontro pode influenciar a reta final da disputa.

Para Lula, será uma oportunidade de interromper a trajetória de desgaste e questionar a capacidade do adversário de governar. O presidente participa de debates presidenciais desde 1989; Flávio fará sua estreia em um confronto televisivo como candidato ao Palácio do Planalto.

A diferença de idade entre os dois também pode pesar na percepção dos eleitores. Lula tem 80 anos; Flávio, 45. Não é um fator que determine o resultado, mas pode influenciar a avaliação sobre disposição física, vigor e capacidade de enfrentar mais 4 anos de mandato.

O risco para o presidente é que o debate reforce a percepção de fadiga de material de seu 3º governo. A vantagem da experiência, por outro lado, é que Lula conhece o formato e tem décadas de prática em confrontos políticos. Se conseguir provocar o adversário e levá-lo a perder o controle, poderá explorar a situação.

Fonte: PODER 360 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 17/10/2026/16:23:00

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