Uma adolescente de 15 anos recuperou a consciência durante o próprio velório, no sábado (10), na comunidade de El Jocote, no município de Sacapulas, departamento de Quiché, na Guatemala. A adolescente havia sido considerada morta pela família após passar mal e perder a consciência enquanto era levada para receber atendimento médico.
O caso ganhou repercussão após vídeos compartilhados nas redes sociais mostrarem o momento em que a jovem se movimenta dentro do caixão e volta a se levantar diante de familiares e outras pessoas que participavam da despedida.
Veja Vídeo:
Segundo reportagem publicada pelo UOL nesta terça-feira (13), o pai da adolescente, Abraham Ixcotoyac Tojin, contou que a filha passou mal durante a madrugada. Ele tentou levá-la para atendimento médico, mas, durante o trajeto, percebeu que ela aparentemente não respirava e não conseguiu sentir seu pulso.
Acreditando que a filha havia morrido, o homem procurou uma funerária, conseguiu um caixão e voltou para casa. A adolescente, porém, não chegou a ser examinada por um médico antes de a família organizar o velório. Por esse motivo, não havia sido emitido um atestado de óbito.
Mãe percebeu movimentos dentro do caixão
Familiares, vizinhos e membros da igreja já estavam reunidos para a cerimônia quando a mãe da adolescente, Lesbia de Ríos, percebeu que a filha estava se mexendo.
Segundo o relato divulgado pela imprensa, a mulher chorava sobre o caixão quando os familiares abriram uma pequena janela na tampa e notaram os movimentos da jovem.
“Enquanto eu chorava em cima do caixão dela, abrimos a portinha da janela, ela estava se mexendo, estava acordando e, de repente, se levantou”, relatou a mãe, conforme a reportagem.
As pessoas que estavam no local ajudaram Yuleidy a sair da urna. As imagens que circulam nas redes sociais mostram a reação dos presentes diante da situação inesperada.
Adolescente relatou forte dor no peito
Em entrevista à emissora local TV SAC, Yuleidy contou que sentiu uma dor intensa na região do peito antes de perder a consciência.
“Meu coração começou a doer muito, ficou pesado, e aí eu meio que desmaiei”, relatou a jovem, segundo a imprensa.
Até o momento, não foi divulgada uma explicação médica definitiva para o desmaio ou para as circunstâncias que levaram a família a acreditar que ela havia morrido.
Jovem foi internada para avaliação médica
Conforme reportagem do UOL publicada em 13 de outubro, Yuleidy estava internada em um hospital particular, onde passava por exames para avaliar seu estado de saúde e identificar o que provocou o episódio.
O Ministério Público da Guatemala e a Procuradoria-Geral da Nação também passaram a acompanhar o caso.
As autoridades investigam as circunstâncias do ocorrido, incluindo a decisão da família de organizar o velório sem que um profissional de saúde tivesse confirmado a morte da adolescente.
Até a publicação desta reportagem, a causa do episódio ainda não havia sido esclarecida oficialmente.
Caso semelhante no Brasil terminou em morte
O episódio na Guatemala lembra um caso registrado em Rio Branco, no Acre, em outubro de 2025. Na ocasião, um recém-nascido prematuro, declarado morto após o parto em uma maternidade, apresentou sinais de vida quando estava sendo preparado para o sepultamento.
Segundo informações divulgadas na época, uma familiar percebeu que o bebê estava vivo ao abrir o caixão. A criança foi levada de volta à maternidade e permaneceu internada em estado grave.
No entanto, o desfecho foi diferente: conforme reportagem publicada pela Folha de S.Paulo em 27 de outubro de 2025, o recém-nascido morreu na noite do dia anterior, em decorrência de choque séptico e sepse neonatal.
O caso no Acre também motivou apurações para esclarecer as circunstâncias da declaração inicial de óbito e a assistência prestada à criança.
Apesar das semelhanças, os episódios ocorreram em países diferentes e não há relação conhecida entre eles.
Importância da confirmação médica
Os dois casos chamam a atenção para a importância dos procedimentos médicos de constatação da morte. A ausência aparente de respiração ou pulso, observada por pessoas sem treinamento, não é suficiente para confirmar um óbito.
Diante de uma pessoa inconsciente ou que aparentemente não apresenta sinais vitais, é fundamental acionar imediatamente os serviços de emergência e seguir as orientações dos profissionais de saúde.
Fonte: UOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 13/10/2026/13:58:22
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