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EUA reforçam alerta sobre peste pneumônica e orientam saída da Rússia

Embaixada dos EUA acompanha suspeita de peste pneumônica após morte de pesquisadora de laboratório na Sibéria; governo russo afirma que a causa é desconhecida.

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A suspeita de peste na Rússia levou a Embaixada dos Estados Unidos em Moscou a reforçar o alerta para cidadãos americanos que estão no país, após a morte de uma pesquisadora de 28 anos que trabalhava em um instituto especializado no combate à peste na região de Irkutsk, na Sibéria. O governo americano também informou que acompanha relatos sobre possível infecção, medidas de quarentena e restrições em unidades hospitalares.

Em comunicado, a representação diplomática afirmou ter conhecimento de informações divulgadas pela imprensa local sobre um suposto caso de peste pneumônica que teria provocado a morte da jovem. A embaixada destacou, porém, que a situação ainda é acompanhada pelas autoridades e que os Estados Unidos têm capacidade limitada para prestar assistência a cidadãos americanos em território russo, principalmente fora de Moscou.

ALERTA DE VIAGEM É REFORÇADO

Diante do cenário, o governo americano voltou a recomendar que seus cidadãos evitem viagens à Rússia. O país permanece classificado no nível quatro de alerta, a categoria mais elevada do sistema de recomendações de viagem dos Estados Unidos.

A orientação, que já estava em vigor desde dezembro de 2025, foi reforçada. Entre os motivos apontados estão riscos relacionados à segurança e à possibilidade de detenção indevida de cidadãos americanos. Quem já estiver na Rússia também é aconselhado pelo governo dos EUA a deixar o país.

A embaixada acrescentou que funcionários do governo americano podem enfrentar restrições adicionais para deslocamentos pessoais ou oficiais em determinadas regiões russas por causa de preocupações relacionadas à saúde e à segurança.

TRUMP DIZ QUE FALARÁ COM PUTIN

A situação também chegou ao conhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou que pretende conversar com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre o caso e os acontecimentos registrados na região de Irkutsk.

A movimentação diplomática ocorre enquanto autoridades russas tentam esclarecer as circunstâncias da morte da pesquisadora e afastar, até o momento, uma relação comprovada entre o trabalho realizado por ela e a doença.

O QUE SE SABE SOBRE A MORTE DA PESQUISADORA

A funcionária foi identificada como Darya Shipilova, de 28 anos. Segundo relatos ainda não confirmados, ela teria apresentado sintomas depois de um possível vazamento em um laboratório ou após uma viagem para outra região.

O órgão russo responsável pela vigilância sanitária e pela defesa do consumidor, o Rospotrebnadzor, informou que a pesquisadora morreu em decorrência de uma pneumonia de origem considerada “desconhecida”.

A autoridade sanitária russa, por enquanto, não confirmou que a morte tenha sido provocada pela peste nem estabeleceu ligação entre a doença e a atividade profissional da jovem. O órgão também procurou reduzir as preocupações da população ao afirmar que a situação epidemiológica na região permanece estável.

FUNCIONÁRIOS DE INSTITUTO ENTRAM EM QUARENTENA

Apesar das declarações oficiais, informações divulgadas pela imprensa local apontam que 60 funcionários do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk foram colocados em quarentena.

Relatos também indicam que alguns hospitais da região passaram a adotar restrições depois do surgimento do caso suspeito. As medidas aumentaram a preocupação em torno da possibilidade de uma infecção associada à peste pneumônica, embora a causa da morte de Darya Shipilova ainda não tenha sido oficialmente confirmada como peste.

Até o momento, portanto, permanecem sem confirmação as hipóteses de que a pesquisadora tenha contraído a doença em consequência de um incidente no laboratório ou durante uma viagem. As autoridades russas seguem tratando o caso como uma pneumonia de origem desconhecida, enquanto os Estados Unidos mantêm o acompanhamento da situação e reforçam as recomendações de segurança para seus cidadãos na Rússia.

Fonte: CNN Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 08/10/2026/16:26:04

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