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Congressistas dos EUA acusam governo Trump de tentar interferir nas eleições brasileiras

Carta assinada por 31 democratas e enviada ao secretário de Estado Marco Rubio questiona medidas do governo americano e cita suposto favorecimento à candidatura de Flávio Bolsonaro

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Um grupo de 31 parlamentares democratas do Congresso dos Estados Unidos enviou uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, na qual acusa o governo do presidente Donald Trump de tentar interferir nas eleições presidenciais brasileiras, marcadas para 4 de outubro.

Os congressistas afirmam que medidas adotadas pela administração Trump representariam uma tentativa de influenciar o processo eleitoral brasileiro em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.

A carta foi assinada por 30 integrantes da Câmara dos Representantes e pelo senador Bernie Sanders. No documento, os parlamentares classificam as ações atribuídas ao governo americano como uma suposta campanha de interferência e desestabilização no Brasil.

Medidas citadas pelos parlamentares

Entre os episódios mencionados está a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo Trump. Os congressistas também citam novas medidas comerciais anunciadas em julho e a tentativa de enviar funcionários americanos ao Brasil para tratar de questões relacionadas ao sistema eleitoral.

Segundo os parlamentares, a missão poderia lançar dúvidas sobre a segurança e a integridade das eleições brasileiras. O governo brasileiro não autorizou a entrada dos funcionários americanos mencionados na carta.

Os democratas também relacionaram as medidas à pressão exercida pelo governo Trump em relação ao processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio Bolsonaro.

Acusação de interferência

Na avaliação dos congressistas, as ações do governo Trump utilizariam instrumentos diplomáticos, econômicos e políticos para influenciar o cenário eleitoral brasileiro.

Eles afirmam que essas medidas poderiam afetar a confiança da população nas instituições democráticas e no processo eleitoral, além de prejudicar as relações entre Brasil e Estados Unidos.

A carta também menciona acusações semelhantes feitas em relação à atuação do governo Trump em outros processos eleitorais na América Latina, incluindo Argentina, Honduras e Colômbia.

Governo dos EUA nega interferência

As acusações, porém, são contestadas pelo governo americano. O Departamento de Estado dos Estados Unidos já rejeitou publicamente a alegação de que Washington esteja tentando interferir nas eleições brasileiras.

Em declaração divulgada anteriormente, um representante do Departamento de Estado classificou como falsa qualquer insinuação de que o governo americano estaria planejando uma ação para enfraquecer uma eleição democrática e afirmou que os Estados Unidos respeitam a escolha dos brasileiros nas urnas.

Até o momento, o Departamento de Estado não havia respondido ao novo pedido de manifestação feito pelos parlamentares.

Pedido de resposta

Na carta, os 31 congressistas questionam se o governo Trump está disposto a respeitar o processo eleitoral brasileiro e pedem que o secretário de Estado, Marco Rubio, apresente uma resposta formal até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno da eleição presidencial.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e a disputa envolve diversos candidatos à Presidência. Entre os nomes que aparecem no centro das discussões estão o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

As acusações de interferência permanecem como objeto de disputa política e diplomática entre os governos e diferentes setores dos dois países.

Fonte: AE e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 25/09/2026/10:31:25

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