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Pará ganha destaque na corrida global por minerais críticos; entenda o potencial

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O Pará está no centro de uma nova frente de interesse internacional: a corrida pelos chamados minerais críticos e estratégicos. A riqueza mineral do Estado, somada às reservas existentes em outras regiões do país, coloca o Brasil diante de uma oportunidade de ampliar sua participação em cadeias ligadas à transição energética, tecnologia e indústria.

O tema ganhou novo impulso com a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), que estabelece instrumentos de fomento, incentivos ao beneficiamento e mecanismos de governança para o setor.

Em artigo publicado pela CNN Brasil, o presidente do Conselho Diretor do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), Anderson Baranov, afirma que a nova política coloca o Brasil no centro das atenções internacionais e destaca a importância da força mineral do Pará nesse cenário.

Por que os minerais críticos são importantes?

Minerais como lítio, terras raras, grafite, níquel, cobre e nióbio são utilizados em diferentes setores considerados estratégicos para a economia mundial.

Eles estão presentes, por exemplo, em baterias, veículos elétricos, equipamentos tecnológicos, sistemas de energia e outras aplicações relacionadas à transição energética.

Com o aumento da demanda por tecnologias de baixo carbono e a disputa internacional pelo controle das cadeias de fornecimento, esses recursos passaram a ter importância econômica e geopolítica.

Segundo análise publicada pela CNN Brasil, o Brasil possui reservas relevantes de minerais críticos e também conta com uma matriz elétrica majoritariamente renovável, característica que pode favorecer a inserção do país nessas cadeias produtivas.

Pará tem papel estratégico

O Pará é um dos principais estados brasileiros quando o assunto é mineração. A presença de grandes reservas e uma cadeia mineral já consolidada coloca o Estado em posição estratégica diante do interesse crescente pelos minerais necessários à indústria do futuro.

O desafio, porém, não está apenas em extrair o minério.

De acordo com o artigo de Anderson Baranov publicado pela CNN Brasil, o país precisa avançar na agregação de valor, no beneficiamento e na transformação dos minerais dentro do próprio território nacional.

Na avaliação apresentada no artigo, a existência de recursos minerais e de uma legislação específica representa apenas o ponto de partida. O desenvolvimento da cadeia depende também de regras claras, segurança jurídica, investimentos e capacidade de execução das políticas públicas.

Nova política para minerais críticos

A criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos faz parte de uma estratégia para aumentar a participação brasileira nesse mercado.

O Plano Nacional de Mineração 2050, por exemplo, prevê elevar a participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos de 8,3% para 12,2% até 2050. A estratégia considera esses recursos importantes para áreas como transição energética, defesa, semicondutores, baterias, fertilizantes e indústria de transformação.

O marco regulatório também prevê mecanismos de incentivo ao beneficiamento e busca fortalecer a coordenação das políticas voltadas ao setor.

Desafio é transformar riqueza mineral em desenvolvimento

Apesar do potencial brasileiro, especialistas e representantes do setor têm apontado que possuir grandes reservas não é suficiente para garantir protagonismo na cadeia internacional.

Um dos principais desafios é evitar que o país permaneça concentrado na exportação de matéria-prima, avançando para etapas de maior valor agregado, como processamento, refino e transformação industrial.

Em outro artigo publicado pela CNN Brasil, o advogado Luiz Carlos Adami destacou que o Brasil ainda ocupa posição periférica em parte das cadeias produtivas de minerais críticos, apesar das reservas relevantes. Segundo a análise, a política para o setor precisa combinar regulação, investimentos, tecnologia e integração com a indústria.

Para o Pará, o movimento abre espaço para ampliar a discussão sobre industrialização, geração de empregos, investimentos e desenvolvimento regional a partir da riqueza mineral existente no território.

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 19/09/2026/07:10:45

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