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Tráfico humano: recém-nascido é resgatado e trio é preso suspeito de negociar adoção ilegal

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Um bebê recém-nascido de cinco dias foi resgatado pela Polícia Civil durante uma investigação sobre tráfico de pessoas para fins de adoção mediante fraude, em Altamira, no sudoeste do Pará. Três pessoas foram presas em flagrante na segunda-feira (14), suspeitas de envolvimento no caso. A criança foi entregue aos cuidados do Conselho Tutelar e está bem de saúde.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) de Altamira e tramita sob sigilo.

Segundo a delegada Lêda Salgado, responsável pelas investigações, a mãe da criança deu entrada no Hospital Geral de Altamira no dia 9 de setembro para dar à luz usando o documento de outra mulher.

Ela recebeu alta no dia 11 e, de acordo com a investigação, o recém-nascido teria sido entregue a outras pessoas. A polícia apura as circunstâncias em que isso ocorreu.

Ainda segundo a investigação, a mãe teria se arrependido da entrega e tentado recuperar o filho. Nesse momento, teria sido informada de que precisaria pagar R$ 200 mil para ter o bebê de volta.

Mulher teria viajado da Bahia para ficar com o bebê

Uma mulher teria viajado da Bahia até Altamira para ficar com a criança, segundo a Polícia Civil. Ela chegou a tentar registrar o recém-nascido em um cartório de registro civil do município, mas não conseguiu.

Duas mulheres e um homem foram presos em flagrante durante uma operação da Polícia Civil. O bebê estava com o grupo no momento em que foi localizado.

Os três são investigados por tráfico de pessoas para fins de adoção mediante fraude. Eles foram encaminhados à Seccional Urbana de Altamira e passaram por audiência de custódia nesta terça-feira (15).

A mãe da criança também prestou depoimento. Segundo a polícia, ela teria recebido ajuda durante a gravidez e deverá responder pelo crime, mas foi liberada.

Bebê foi levado para acolhimento

Após o resgate, o recém-nascido foi entregue a dois conselheiros tutelares e encaminhado para um espaço de acolhimento. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o menino está bem de saúde.

A Justiça deverá decidir com quem ficará a guarda da criança. O Conselho Tutelar de Altamira informou que só vai se manifestar sobre o caso após o fim das investigações.

A Polícia Civil apura se outras pessoas participaram do caso e qual seria o destino do recém-nascido. O prazo informado para a conclusão das investigações é de dez dias.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 16/09/2026/07:26:24

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