‘Farmear’ aura: campeonato criado no Brasil se espalha pela América Latina
Os jovens latino-americanos participavam da “batalha de farmar aura”, uma versão no mundo real da tendência de internet já bem conhecidas no Brasil. Criada em solo brasileiro, a tendência começou a se espalhar agora pela América Latina, onde foram batizadas de “farmear aura”.
Na capital argentina, dezenas de pessoas realizaram uma batalha em frente ao Obelisco, um dos monumentos mais icônicos da capital argentina. As competições chegaram até à Espanha, com eventos realizados na capital Madri e nas cidades de Burgos e Saragoça.
👉 Fantasiados como personagens de histórias em quadrinhos ou filmes de animação, os competidores participavam de uma espécie de batalha de dança, disputando os aplausos do público. Aqueles que recebiam os gritos mais altos e mostravam os movimentos mais criativos avançavam para a próxima rodada.
Um competidor fantasiado de Homem-Aranha executou cambalhotas e flexões ao som de música techno. Outro saltitava em uma perna só enquanto chutava a outra para frente, em um movimento que parecia ter saído diretamente de um videogame.
“O ‘aura farming’ consiste em deixar sua essência fluir em um lugar onde as pessoas estão observando você, mas onde não há vergonha”, disse Liam González, um estudante de cinema de 20 anos que compareceu fantasiado como o personagem de filme Shrek.
Gonzalo Cornelio, de 19 anos, foi fantasiado como o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, vestindo um agasalho cinza semelhante ao usado pelo líder deposto na noite em que foi capturado pelos militares dos EUA.
Raízes nos videogames e impulsionadas pelas redes sociais
“Não se trata de ser popular”, disse María Paula Martínez, professora da Faculdade de Artes da Universidade de Los Andes, na Colômbia. “Trata-se de transmitir boas vibrações e fazer com que os outros reconheçam isso.”
Assim como personagens de videogame que acumulam pontos, as pessoas que praticam o “aura farming” tentam obter uma recompensa. Nesse caso, trata-se de gerar boas vibrações e, assim, melhorar sua “aura” — um termo que, segundo algumas tradições espirituais, refere-se a um campo de energia que cerca as pessoas.
Fernando Lícito, um criador de conteúdo peruano, disse que, nas batalhas de aura, os participantes não se tocam nem trocam insultos. “Eles estão simplesmente cultivando sua aura”, disse Lícito, de 25 anos. “E quem faz o público fazer mais barulho vence.”
Lícito contou que viu um vídeo em junho sobre uma competição de “aura farming” no Brasil e decidiu trazer a ideia para o Peru. Até agora, ele organizou três batalhas de aura no país.
Durante as competições, alguns participantes imitam a comemoração de gol do craque do futebol Cristiano Ronaldo, estendendo os braços para baixo e emitindo um som que lembra “siuu”.
Martínez, professor de artes colombiano, afirmou que o conceito de “aura farming” transcendeu o mundo digital e chegou aos espaços físicos, permitindo que os adolescentes socializem.
Apoiadores e críticos
No entanto, algumas batalhas de aura enfrentaram resistência.
No bairro de Miraflores, em Lima, autoridades cancelaram recentemente um evento de “aura farming”, alegando que os organizadores não haviam obtido as licenças necessárias para realizá-lo em um espaço público.
Em julho, o prefeito de Cuiabá negou a autorização para um torneio de aura, argumentando que o evento não atendia ao interesse público. A atividade foi transferida para um campus universitário. Já na Costa Rica, o Ministério da Educação proibiu as batalhas de aura em escolas públicas, sob a justificativa de que poderiam gerar conflitos entre os alunos ou prejudicar o aprendizado.
No México, por outro lado, o secretário de Educação abraçou a tendência e publicou um vídeo no qual aparece sorrindo e dizendo que está “cultivando uma boa educação” (*farming good education*), enquanto o país se prepara para o novo ano letivo.
González, o praticante de “aura farming” que se fantasia de Shrek, disse que esse hobby lhe proporciona uma forma de diversão e expressão, mesmo que sua avó não entenda o que ele está fazendo e ache tudo uma bobagem. “Nós nascemos em épocas diferentes”, disse ele.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 05/09/2026/07:03:52
O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:
Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

