A expectativa pelo concurso da Seduc PA ganhou um novo capítulo. Em gravação divulgada nesta quinta-feira, o secretário de Estado de Educação, Ricardo Sefer, fez esclarecimentos sobre a remuneração dos futuros servidores, a quantidade de vagas e as possibilidades de convocação durante o prazo de validade da seleção.
O secretário também aproveitou a mensagem para fazer um chamado direto aos profissionais interessados em ingressar na rede estadual de ensino. Segundo ele, os candidatos precisam conhecer as informações oficiais sobre o concurso e não se deixar levar por dados que, segundo afirmou, circulam de forma equivocada nas redes sociais.
Uma das principais declarações envolve a remuneração dos futuros profissionais da Educação no Pará. Ricardo Sefer afirmou que ninguém aprovado para ingressar na rede estadual receberá menos de R$ 9 mil.
Segundo o secretário, além do salário-base, os profissionais contam com gratificações e outras verbas previstas na carreira. Ele citou, entre os benefícios, uma gratificação de R$ 500, além de outros valores que compõem a remuneração.
“Ninguém que vai entrar no concurso da Seduc do Pará vai ganhar menos de R$ 9 mil“, afirmou o secretário durante a gravação.
A declaração ocorre em meio à expectativa pela publicação do edital do concurso da Seduc PA, previsto para agosto. A seleção terá organização da Fundação Getulio Vargas, FGV, e prevê inicialmente cerca de 2 mil vagas imediatas.
Cadastro reserva pode ampliar número de contratações
Outro ponto abordado pelo secretário foi a quantidade de profissionais que poderão ser chamados após a realização do concurso.
Ricardo Sefer explicou que as vagas imediatas previstas no edital dependem da disponibilidade orçamentária para contratação. No entanto, segundo ele, o concurso também contará com um cadastro reserva expressivo.
A previsão, de acordo com o secretário, é que o cadastro possa reunir mais de 8 mil profissionais da Educação.
Esse número chama atenção porque se aproxima da quantidade atual de servidores temporários na rede estadual. Para Sefer, o cadastro reserva será fundamental para permitir novas contratações ao longo da validade do concurso.
“Nós temos um cadastro de reserva considerável, com mais de 8 mil profissionais de Educação“, declarou.
O secretário afirmou ainda que existe a intenção de realizar novas convocações dentro do prazo de validade da seleção, conforme a necessidade da rede e as condições para contratação.
A quantidade de nomeações, no entanto, dependerá das demandas da Secretaria de Educação e da disponibilidade legal e orçamentária durante a vigência do concurso.
O novo concurso da Seduc PA prevê a oferta de aproximadamente 2 mil vagas efetivas para profissionais de níveis médio e superior.
A distribuição já divulgada prevê 1.785 vagas para professores, 21 vagas para especialistas em Educação e 194 vagas para cargos da área administrativa.
Para os cargos de professor, haverá oportunidades em disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Física, Química, Biologia, Inglês, Artes, Educação Física, Educação Especial, Educação Geral, Espanhol e Francês.
A área administrativa também terá oportunidades para diferentes especialidades, incluindo administrador, contador, economista, estatístico, arquiteto, engenheiro civil, engenheiro eletricista, nutricionista, psicólogo, assistente social, intérprete de Libras, brailista, guia-intérprete e audiodescritor.
Os candidatos deverão passar por diferentes etapas. A seleção terá prova objetiva para todos os cargos, além de prova discursiva. Para algumas funções, também haverá prova prática e avaliação de títulos.
Como se preparar para o concurso da Seduc PA?
O professor Eberton Lopes, efetivo da rede estadual de Minas Gerais há dez anos, afirma que os concursos da área da Educação exigem uma preparação específica.
Segundo ele, o candidato não deve concentrar os estudos apenas na prova objetiva.
“Além do conhecimento pedagógico cobrado nas questões objetivas, normalmente também são exigidas didática e habilidade de regência de classe na prova discursiva, em um plano de aula ou até em uma videoaula”, explica.
Outro fator que merece atenção, segundo o professor, é a prova de títulos, que pode ter peso importante na classificação final.
Por isso, a recomendação é conhecer todas as etapas do concurso e começar a preparação antes da publicação do edital.
Rotina de estudos pode fazer diferença
Para Eberton Lopes, a organização é um dos principais fatores para quem busca aprovação. A recomendação é estabelecer uma rotina realista e montar um plano de estudos que possa ser mantido até o dia da prova.
O candidato também deve analisar editais e concursos anteriores para identificar os conteúdos mais recorrentes.
“É importante mapear o que mais cai e estudar os conteúdos de maior relevância, sem negligenciar os temas menos frequentes. Cada questão e cada ponto podem fazer diferença”, orienta.
O professor também recomenda iniciar desde cedo os treinos para a prova discursiva e para a etapa prática, quando prevista.
Além disso, os candidatos devem manter organizada toda a documentação necessária para a futura prova de títulos.
É melhor estudar para vários concursos?
Outro conselho do especialista é evitar dividir excessivamente a preparação. Segundo Eberton Lopes, o ideal é escolher um concurso principal e conciliar os estudos apenas com outros certames que apresentem grande convergência de conteúdo.
Quando os programas são muito diferentes, o candidato pode perder o foco e comprometer o desempenho.
“Se o conteúdo for muito divergente, pode acontecer de o candidato não conseguir ir bem em nenhum dos concursos”, alerta.
Como conciliar trabalho e preparação?
A rotina dos profissionais da Educação também representa um desafio. Muitos professores trabalham em dois ou até três turnos e ainda precisam conciliar os estudos com tarefas domésticas e responsabilidades familiares.
Para o professor Eberton Lopes, não existe uma quantidade mágica de horas capaz de garantir aprovação. O mais importante é construir uma rotina que seja possível cumprir.
Ele considera duas horas diárias um tempo mínimo funcional para manter uma preparação consistente.
O especialista cita o exemplo de um professor aprovado em primeiro lugar em um concurso da Prefeitura de Montes Claros, em Minas Gerais. Segundo ele, o candidato acordava às cinco da manhã e manteve uma rotina intensa de estudos durante quatro meses.
A principal lição, segundo Eberton, é que cada candidato precisa encontrar um horário possível dentro da própria realidade.
“Mais importante é ter uma rotina real, que se torne uma obrigação diária. Não adianta encontrar uma desculpa todos os dias para não estudar”, afirma.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 05/09/2026/07:03:52
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