GERALMUNDOSAÚDE

Pílulas de ecstasy com rosto de Donald Trump levam país a emitir alerta de saúde: risco de overdose

Compartilhe
image_pdfDOWNLOAD EM PDFimage_printIMPRIMIR PUBLICAÇÃO

Uma nova variedade de comprimidos de ecstasy com o rosto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou um alerta de saúde pública na Holanda. As pílulas, encontradas em diferentes combinações de cores, apresentam uma concentração considerada muito alta de PMMA, uma substância psicoativa semelhante ao MDMA, mas com efeitos que podem surgir mais lentamente e aumentar o risco de overdose.

O alerta foi emitido nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Trimbos, uma das principais instituições holandesas de pesquisa e informação sobre saúde mental, álcool e drogas.

Segundo o órgão, várias unidades foram entregues recentemente a centros de testagem do Drugs Information and Monitoring System (DIMS), sistema que acompanha a composição das drogas em circulação no país. O Instituto Forense da Holanda (NFI) também analisou recentemente uma pílula semelhante e identificou a presença da substância.

Pílula tem rosto de Trump e inscrição “NL”

As pílulas têm duas cores, com diferentes combinações identificadas. Na parte da frente aparece uma representação do rosto de Trump, incluindo o característico penteado do presidente americano. No verso, há uma linha de divisão: na parte superior aparece a inscrição “NL”, referência à Holanda, e abaixo está escrito “Trump”.

A aparência dos comprimidos, no entanto, não permite determinar sua composição. É justamente por isso que as autoridades holandesas recomendam que a população não consuma as unidades identificadas no alerta.

Por que o PMMA é tão perigoso?

O PMMA, abreviação de para-metoximetanfetamina, possui estrutura e efeitos semelhantes aos do MDMA, principal substância ativa normalmente associada ao ecstasy. A diferença importante está na velocidade com que os efeitos aparecem.

De acordo com o Trimbos, o efeito do PMMA pode demorar horas para surgir. A substância também não provoca necessariamente a mesma sensação estimulante esperada pelos usuários de MDMA. Isso pode levar uma pessoa a acreditar que a primeira pílula não funcionou e consumir outra dose, aumentando significativamente o risco de intoxicação.

Entre os sintomas que podem aparecer estão náusea, aumento da frequência cardíaca, convulsões e elevação extrema da temperatura corporal. A hipertermia pode evoluir para uma situação potencialmente fatal.

O serviço holandês Drugsinfo, ligado ao sistema de informação sobre drogas, também classificou as pílulas como de risco particularmente elevado e orientou que elas não sejam consumidas. Em caso de sintomas graves após a ingestão, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.

Alerta nacional durante temporada de festivais

A preocupação ganhou dimensão nacional na Holanda porque o país atravessa a temporada de festivais e grandes eventos. Segundo a emissora pública NOS, o governo decidiu divulgar uma advertência em todo o território justamente diante da realização de eventos neste fim de semana.

Até o momento da emissão do alerta, não haviam sido registrados casos em que a presença de PMMA tivesse sido confirmada no sangue de pessoas intoxicadas. Mesmo assim, as autoridades decidiram agir preventivamente diante do potencial de gravidade da substância.

O Trimbos informou que a última vez em que uma quantidade tão elevada de PMMA havia sido encontrada em comprimidos de ecstasy ocorreu há mais de uma década. Para a especialista Laura Smit-Rigter, isso representa um problema adicional porque uma nova geração de usuários pode desconhecer os riscos associados à substância.

Sistema de testagem monitora drogas na Holanda

A descoberta também mostra como funciona o sistema holandês de monitoramento de drogas. O DIMS, coordenado pelo Instituto Trimbos, possui uma rede nacional com 34 locais de testagem distribuídos por 12 organizações. O sistema recebe amostras de drogas para identificar sua composição e acompanhar mudanças no mercado ilegal.

Em 2025, mais de 17,5 mil amostras foram entregues ao DIMS. O ecstasy representou 48% das amostras analisadas, seguido por MDMA em pó, com 12%, e 3-MMC, com 10%. O monitoramento permite identificar rapidamente substâncias inesperadas ou particularmente perigosas e emitir alertas públicos.

A existência do sistema é especialmente relevante porque a composição dos comprimidos pode variar bastante. Dados do próprio Trimbos mostram que, em 2024, o DIMS recebeu mais de 18 mil amostras e que 52% delas haviam sido vendidas como comprimidos de ecstasy.

Não é a primeira vez que pílulas de Trump aparecem

O desenho de Trump em comprimidos de ecstasy não é inédito. Segundo a NOS, comprimidos com o formato ou a imagem do então presidente americano já haviam circulado em 2017, principalmente no Reino Unido. Na ocasião, as pílulas apresentavam altas concentrações de MDMA.

O caso atual, porém, é diferente: as unidades identificadas na Holanda contêm uma quantidade elevada de PMMA, o que levou as autoridades a classificar o produto como especialmente perigoso.

O Trimbos mantém o sistema Red Alert para divulgar informações sobre drogas que apresentam riscos extraordinários à saúde. A ferramenta pode emitir alertas quando são identificados comprimidos com substâncias inesperadas, contaminações ou concentrações potencialmente perigosas.

Holanda enfrenta mercado de drogas cada vez mais complexo

O alerta ocorre em um cenário mais amplo de preocupação com a transformação do mercado europeu de drogas. Segundo análise do Trimbos baseada no relatório europeu de drogas de 2026, o mercado está mais diversificado e imprevisível, com maior disponibilidade de drogas sintéticas, novas substâncias psicoativas e produtos potencialmente mais potentes.

A Holanda apresenta ainda um nível de consumo de ecstasy acima da média europeia. De acordo com os dados citados pelo Trimbos, 5,2% dos holandeses entre 15 e 64 anos relataram uso de ecstasy no último ano, contra 1,1% na média da União Europeia. Entre pessoas de 15 a 34 anos, a proporção chega a 10,2%.

As autoridades holandesas recomendam que as pílulas com a imagem de Trump identificadas no alerta não sejam consumidas. Em caso de ingestão e aparecimento de sintomas graves, a orientação é procurar atendimento médico de emergência imediatamente.

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 29/08/2026/07:28:54

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

Como uma VPN protege os seus dados numa rede Wi-Fi pública?

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, desative o bloqueador de pop-up para abrir o complemento.