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Polícia prende quatro suspeitos da morte de jovem empresário em Castanhal; veja

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Quatro pessoas foram presas preventivamente nesta terça-feira, 18 de agosto, durante a Operação Veritas, deflagrada pela Polícia Civil do Pará para avançar na investigação da morte do empresário Cairo Gutemberg Ribeiro Ferreira, de 25 anos, assassinado a tiros em Castanhal, no nordeste do estado.

Os mandados de prisão preventiva e busca e apreensão domiciliar foram cumpridos nos municípios de Bragança, Concórdia do Pará e Ananindeua. A ação mobilizou equipes da Delegacia de Homicídios de Castanhal, Núcleo de Apoio à Investigação, Núcleo de Inteligência Policial, Delegacia do Jaderlândia, 12ª Seccional Urbana de Castanhal e Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais.

Quatro pessoas são presas por participação no crime

Foram presos Felipe Pessoa Gonçalves, Paulo Victor Vaz Andrade, Sintia Morais das Chagas e Joaquim Pereira Neto. Segundo a Polícia Civil, os quatro são investigados pela participação no homicídio.

O crime aconteceu em 11 de janeiro de 2026, por volta das 19h38, na Rua Comandante Francisco Assis, no centro de Castanhal. Cairo estava em frente ao estabelecimento comercial iPhone LC, do qual era proprietário, quando foi atacado.

Na ocasião, câmeras de segurança registraram o assassinato. Segundo informações divulgadas após o crime, dois suspeitos chegaram de motocicleta. O passageiro se aproximou do veículo onde estava o empresário e efetuou vários disparos. Cairo ainda tentou reagir, mas morreu no local.

Agora, meses após o homicídio, a investigação avançou. De acordo com a Polícia Civil, os investigadores analisaram imagens de sistemas de monitoramento, fizeram levantamentos de campo, ouviram testemunhas e examinaram dados extraídos do celular da vítima.

As diligências, conforme a polícia, reuniram elementos que apontaram para a participação de Felipe Pessoa Gonçalves, Sintia Morais das Chagas, Paulo Victor Vaz Andrade e Joaquim Pereira Neto.

A investigação também identificou, em tese, uma atuação coordenada entre os investigados. Segundo a Polícia Civil, cada um teria desempenhado funções relacionadas à preparação, ao monitoramento, ao apoio logístico e à execução do homicídio.

Os investigadores também apuraram uma possível motivação ligada a conflitos anteriores entre a vítima e Joaquim Pereira Neto. A informação, no entanto, integra a linha investigativa e ainda será submetida ao devido processo judicial.

Outro ponto levantado pela Polícia Civil foi a identificação de um imóvel usado como ponto de apoio e preparação da ação criminosa. A partir das diligências, os investigadores também conseguiram reconstruir os deslocamentos dos envolvidos antes e depois do assassinato.

A polícia utilizou ainda recursos técnicos para tentar individualizar a participação de cada investigado. Entre os elementos citados estão Laudo de Reconhecimento Facial e Laudo de Perícia Prosopográfica, além de informações sobre os veículos utilizados e os deslocamentos registrados por sistemas de monitoramento.

Com base no material reunido durante o Inquérito Policial nº 00559/2026.100001-6, a autoridade policial representou pela prisão preventiva dos investigados e pelas buscas. O Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Castanhal expediu os mandados, cumpridos nesta terça-feira.

A operação também teve um acompanhamento específico. Isso ocorreu porque um dos investigados possui vínculo funcional com a Polícia Militar do Pará. Por esse motivo, uma equipe da Corregedoria da PM acompanhou o cumprimento das medidas judiciais.

O nome “VERITAS” vem do latim e significa “verdade”. A Polícia Civil escolheu a denominação em referência ao objetivo central da investigação: esclarecer as circunstâncias do assassinato, identificar a participação de cada envolvido e apurar a possível motivação do crime.

Para chegar aos investigados, a equipe combinou imagens de câmeras de segurança, diligências de campo, exames periciais, análise de dados e informações sobre deslocamentos.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer completamente o homicídio e reunir os elementos necessários à responsabilização dos envolvidos.

Os quatro presos são investigados e terão sua participação analisada no curso do processo judicial. A prisão preventiva não representa, por si só, uma condenação.

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 19/08/2026/07:32:32

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