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Exame toxicológico deixa “buracos” no cabelo e revolta mulheres; veja

Mulheres que realizaram exames toxicológicos para a CNH em clínicas credenciadas do Detran denunciam cortes excessivos de cabelo e falhas visíveis no couro cabeludo, gerando indignação e questionamentos sobre os procedimentos.

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O cabelo retirado durante exames toxicológicos exigidos para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Clínicas credenciadas do Detran em alguns Estados tornou-se motivo de indignação entre mulheres que denunciam cortes excessivos e falhas visíveis no couro cabeludo. Os relatos, divulgados pela revista Claudia na última terça-feira (4), questionam os procedimentos adotados por laboratórios credenciados e o impacto provocado na aparência e na autoestima das candidatas.

Entre as mulheres ouvidas está Agatha Riesky, que percebeu a retirada de uma quantidade elevada de fios durante a coleta numa clínica em Porto Velho (RO). Ao perguntar por que tantas mechas haviam sido cortadas, ela afirma ter recebido como resposta que aquela era a quantidade necessária e que o cabelo poderia ser devolvido. “Disseram que poderiam devolver meu cabelo”, relatou.
Vítimas denunciam falta de informações sobre coletas

As denúncias apontam que, em alguns casos, a retirada do material deixou áreas aparentes e verdadeiros “buracos” na cabeça. As mulheres também reclamam da falta de explicações prévias sobre o volume de fios que seria coletado e do pouco cuidado na escolha de pontos menos visíveis para a realização do procedimento.

O exame toxicológico utiliza amostras de cabelo ou pelos corporais para identificar o consumo de determinadas substâncias em um período anterior à coleta. Entretanto, especialistas citados nas reportagens afirmam que uma pequena quantidade de fios é suficiente para o teste, com espessura aproximada à carga de uma caneta esferográfica comum.

Outras mulheres também relataram sofrimento e constrangimento após o procedimento. Uma das vítimas afirmou que teve metade do cabelo cortada e descreveu a experiência como uma violação. “Eu me senti desrespeitada, humilhada, violada mesmo”, declarou. Elaine Pereira, atendida na mesma clínica, em Araçatuba, no interior de São Paulo, disse que chorou durante todo o dia depois de verificar o resultado da coleta.
Procedimento deixou “buraco enorme”

Um dos casos de maior repercussão ocorreu na Paraíba e envolveu a influenciadora Ana Karolina. Ela afirma que procurou um laboratório credenciado para realizar o exame exigido para a primeira CNH e foi informada de que apenas uma pequena quantidade de fios seria retirada. Segundo o relato, a primeira amostra precisou ser descartada após um problema no envelope de armazenamento e uma segunda coleta foi realizada. A candidata diz que o procedimento deixou um “buraco enorme” na cabeça e que ainda houve tentativa de retirar uma terceira mecha.

Em vídeos publicados nas redes sociais, Ana Karolina afirma que sentiu dor durante o procedimento e precisou mudar o penteado para esconder a falha. Ela registrou boletim de ocorrência e anunciou que pretende buscar reparação judicial pelos danos sofridos. Após a repercussão, o laboratório informou que identificou falha no procedimento durante apuração interna, pediu desculpas e se comprometeu a prestar assistência e reparar os prejuízos causados.

Fonte: DIARIO DO PARÁ e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 06/08/2026/17:02:32

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