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Corpo de Dayse Diniz segue no IML à espera do resultado de DNA em Santarém

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O corpo de Dayse Diniz, de 25 anos, encontrada morta em uma área de mata na comunidade São Brás, na região do Eixo Forte, em Santarém, no oeste do Pará, continua no Instituto Médico Legal (IML) e ainda não foi liberado para a família.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (3), familiares informaram que a liberação depende da conclusão dos procedimentos legais e periciais realizados pela Polícia Científica do Pará. Segundo a família, o órgão informou que o processo pode levar até 30 dias, o que impossibilita, por enquanto, o traslado do corpo para o município de Oriximiná, onde ocorrerá o sepultamento.

“Diante dessa situação, ainda não há previsão para o traslado do corpo. Pedimos a compreensão de todos e solicitamos que aguardem informações oficiais, que serão divulgadas assim que houver novidades sobre a liberação e o traslado”, informou a família em nota.

Os familiares também agradeceram as manifestações de solidariedade recebidas desde a confirmação da morte da jovem.

Identificação depende de exame de DNA

Também em nota, a Polícia Científica do Pará explicou que, devido ao avançado estado de decomposição do corpo, não foi possível realizar a identificação pelos métodos convencionais.

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Segundo o órgão, a confirmação da identidade só poderá ocorrer por meio de exame de DNA ou por comparação da arcada dentária.

Como a família não possuía radiografias odontológicas da vítima para a realização da perícia odontológica, peritos coletaram material genético de familiares para a realização do exame de DNA.

A Polícia Científica ressaltou que o corpo somente será liberado após a conclusão do exame e a confirmação oficial da identidade, conforme determinam os protocolos legais e periciais adotados em casos dessa natureza.

Como funciona a identificação

A identificação de um corpo no Instituto Médico Legal segue uma sequência de procedimentos técnicos e pode variar conforme as condições em que a vítima é encontrada.

Quando a identificação visual pelos familiares não é possível ou não oferece segurança, o corpo passa por exames periciais. Inicialmente, são realizadas tentativas de identificação pelas impressões digitais (papiloscopia). Caso não haja resultado, a perícia segue para a odontologia legal, utilizando radiografias ou registros odontológicos para comparação.

Na ausência desse material, como ocorreu neste caso, o processo avança para o exame de DNA. Para isso, são coletadas amostras biológicas do corpo e de familiares de primeiro grau. Somente após a confirmação da identidade o IML pode autorizar a liberação do corpo.

Dependendo da complexidade da perícia e da investigação policial, esse procedimento pode levar semanas e, em alguns casos, até meses.

Relembre o caso

Dayse Diniz desapareceu na noite de 23 de julho. Após seis dias de buscas, o corpo da jovem foi localizado em uma área de mata na comunidade São Brás, na região do Eixo Forte, em Santarém.

As investigações da Polícia Civil apontam que Dayse conheceu o suspeito na noite do desaparecimento e foi levada até uma chácara, onde o crime teria acontecido.

O principal suspeito, João Pedro Pereira dos Santos, foi preso e confessou o assassinato. Segundo a Polícia Civil, ele já havia sido condenado por outro feminicídio, cometido em Uruará, estava foragido do sistema prisional e utilizou um nome falso ao ser preso inicialmente por um roubo.

O homem permanece preso e deverá responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O inquérito continua sob responsabilidade da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), enquanto os exames periciais prosseguem para esclarecer todos os detalhes do crime.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 04/08/2026/08:58:29

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