O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigações nas áreas cível e criminal para apurar a conduta do prefeito de Parauapebas, Aurélio Ramos de Oliveira Neto, conhecido como Aurélio Goiano (Avante), por suspeita de racismo religioso.
A investigação foi aberta após o prefeito publicar, na quarta-feira (29), um vídeo nas redes sociais em que aparece chutando uma oferenda deixada em uma via pública e fazendo declarações sobre religiões de matriz africana. O g1 solicitou posicionamento à Prefeitura de Parauapebas sobre a investigação instaurada pelo MPF e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.
Durante a gravação, o prefeito afirma: “Que toda obra de feitiçaria, de safadeza, de macumbaria, cai por terra em nome de Jesus”.
Segundo o MPF, as imagens mostram o prefeito espalhando alimentos e bebidas utilizados no ritual religioso. Para o órgão, a conduta pode violar o direito à liberdade de crença garantido pela Constituição e configurar discriminação por motivo de religião, hipótese prevista na Lei do Racismo.
O Ministério Público também ressalta que o Supremo Tribunal Federal (STF) já reconheceu que os elementos utilizados em rituais de religiões de matriz africana fazem parte dessas práticas religiosas e são protegidos pela legislação brasileira.
Na decisão que determinou a abertura da investigação, o MPF afirma que agentes públicos têm capacidade de influenciar a sociedade e que declarações dessa natureza podem ampliar os efeitos da discriminação religiosa. O órgão também cita a Convenção Interamericana contra o Racismo e a Política Nacional para Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana.
Histórico
Esta não é a primeira vez que Aurélio Goiano faz declarações sobre religiões de matriz africana que provocam repercussão.
Em junho deste ano, durante uma sessão em comemoração ao Dia Municipal do Evangélico, o prefeito afirmou que seguidores dessas religiões seriam recebidos na prefeitura por um pastor, que lhes diria: “Jesus salva, Jesus cura e se liga para você não ir para o inferno”.
As declarações motivaram notas de repúdio da Câmara Municipal de Parauapebas, de parlamentares e de entidades representativas das religiões de matriz africana, que cobraram uma retratação pública do prefeito.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 03/08/2026/07:25:23
O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:
Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

