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Polícia detalha dinâmica da morte de jovem encontrada em área de mata em Santarém; suspeito confessou o crime

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Durante entrevista coletiva, o superintendente regional da Polícia Civil, delegado Jardel Guimarães, informou que as investigações começaram logo após o registro do desaparecimento e que, infelizmente, terminaram com a localização do corpo.

“A Polícia Civil, juntamente com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar, localizou o corpo da pessoa que estava desaparecida desde quinta-feira. Gostaríamos que tivesse um desfecho mais feliz, mas infelizmente tivemos esse desfecho trágico”, afirmou.

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Segundo ele, as diligências realizadas pelo NAI permitiram identificar o autor do crime.

“A Polícia Civil trabalha incansavelmente em investigação. Todos os fatos que chegam ao nosso conhecimento são devidamente apurados. Queremos repudiar crimes dessa natureza. Em menos de dez dias tivemos, em tese, três feminicídios, e todos eles foram elucidados”, destacou.

Como o crime aconteceu

De acordo com a delegada Mila Moura, responsável pela investigação, Dayse não conhecia o suspeito antes da noite em que desapareceu.

Polícia detalha dinâmica da morte de jovem encontrada em área de mata em Santarém — Foto: Blog do Tabocal

As investigações apontam que ela conheceu uma pessoa naquela noite e, por meio desse contato, acabou indo até uma chácara localizada na comunidade São Brás. O suspeito já estava no local e não saiu da propriedade durante toda a noite.

“O acusado não saiu da chácara. Ele apenas chamou outras pessoas para irem até lá. Era conhecido de uma pessoa que ela conheceu naquela noite e, como ela estava junto, acabou indo também”, explicou a delegada.

Conforme a polícia, foi nesse local que o crime ocorreu.

Questionada sobre a motivação da morte da jovem, a delegada informou que o suspeito afirmou apenas que havia ingerido bebida alcoólica.

Dayse Diniz estava desaparecida desde a última quinta-feira — Foto: Divulgação/Redes Sociais

“Ele não tinha nenhum tipo de relação com a vítima. Conheceu ela naquele dia e não deu nenhuma explicação para o crime. Apenas disse que havia bebido muito e que cometeu o homicídio”, afirmou.

Tentativa de criar um álibi

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi o comportamento do suspeito após o crime.

Segundo a delegada Mila, dias depois de matar a jovem, ele praticou um roubo sem utilizar arma de fogo. Durante o depoimento, confessou que fez isso de forma proposital para ser preso.

“Ele fez isso intencionalmente. O assalto não tinha arma, não tinha nada. Ele simplesmente ameaçou as pessoas porque queria ser preso. Sabia que poderia ser morto ficando fora e acreditava que seria solto em pouco tempo. Seria um álibi”, relatou.

A polícia informou ainda que, quando foi preso pelo roubo, o homem forneceu um nome falso, identificando-se como “Sidney”. As investigações revelaram, no entanto, que sua verdadeira identidade era João Pedro Pereira dos Santos.

Condenado por outro feminicídio

João Pedro já condenado por outro feminicídio e estava foragido do Sistema Prisional — Foto: Reprodução

Após a identificação correta, a Polícia Civil descobriu que João Pedro era foragido do sistema prisional do Pará.

Segundo o delegado Jardel Guimarães, ele cumpria pena por um feminicídio cometido anteriormente no município de Uruará.

“Após descobrir a verdadeira identidade, verificamos que se tratava de uma pessoa foragida do presídio da capital do Estado, condenada por feminicídio praticado no município de Uruará”, informou.

Perícias vão esclarecer se houve outros crimes

A Polícia Civil informou que, até o momento, não há indícios da participação de outras pessoas no crime.

Sobre a possibilidade de violência sexual, a delegada Mila explicou que a resposta dependerá dos exames periciais.

“As perícias vão dizer o que realmente aconteceu. Pela investigação e por tudo o que colhemos de provas, não existem outras pessoas envolvidas nesse crime”, disse.

O suspeito permanecerá preso e responderá pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. O inquérito ficará sob responsabilidade da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher.

A delegada responsável pela Deam, Márcia Rabelo, destacou que este é o terceiro caso de feminicídio elucidado pela Polícia Civil em cerca de 15 dias.

“A Delegacia da Mulher enfrentou incansavelmente esses casos. Hoje podemos informar à população que todos os três feminicídios foram elucidados com o apoio das demais unidades da Polícia Civil”, afirmou.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 30/07/2026/07:18:06

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