Aos 74 anos, uma mulher se tornou a primeira paciente do Distrito Federal a passar por um transplante de quadril com enxerto ósseo estrutural. O Hospital Home realizou o procedimento no dia 30 de junho, em uma cirurgia de oito horas que envolveu a reconstrução de quase toda a região da bacia.
A paciente precisou da cirurgia após sofrer uma fratura grave no quadril, inicialmente não identificada. O atraso no diagnóstico agravou o quadro clínico e aumentou a complexidade do tratamento. O procedimento representa um avanço na assistência a pacientes com lesões ósseas graves, especialmente idosos para os quais as formas tradicionais de recuperação não são suficientes.
Cirurgia de oito horas reconstrói bacia
Durante as oito horas de cirurgia, a equipe médica reconstruiu praticamente toda a região da bacia da idosa. O procedimento exigiu precisão e conhecimento avançado em ortopedia devido à extensão da fratura e ao agravamento da lesão ao longo dos meses.
Os médicos utilizaram um enxerto ósseo estrutural para substituir partes danificadas por tecido ósseo saudável. A técnica busca recuperar a estabilidade da bacia e a funcionalidade da articulação do quadril, além de criar condições para que a paciente volte a se movimentar.
Como funciona o enxerto ósseo estrutural
O enxerto ósseo estrutural permite reconstruir o osso com material biológico, diferentemente de procedimentos baseados apenas no uso convencional de próteses. No caso da paciente, a equipe escolheu essa abordagem para restaurar a sustentação da bacia e favorecer a recuperação da mobilidade.
A técnica facilita a integração e a recuperação natural do tecido. Também reduz o risco de rejeição e de complicações associadas às próteses metálicas, aspecto importante no tratamento de pacientes idosos, mais vulneráveis a infecções e dificuldades de cicatrização.
A equipe médica poderá aplicar em outros casos a experiência adquirida com o primeiro procedimento desse tipo no Distrito Federal. A cirurgia também amplia as possibilidades de tratamento para pacientes que apresentam fraturas graves e lesões ósseas complexas.
Fratura não foi identificada inicialmente
A idosa sofreu uma queda em fevereiro e fraturou o quadril. No entanto, o diagnóstico inicial não identificou a gravidade da lesão, o que atrasou o tratamento adequado. Durante meses, ela conviveu com dores e limitações físicas, enquanto o quadro se agravava.
O caso chama a atenção para a importância de exames detalhados e do acompanhamento rigoroso após quedas, sobretudo entre idosos. Profissionais de saúde podem atribuir os sintomas da lesão à idade avançada ou a outras condições, o que favorece diagnósticos equivocados e tratamentos inadequados.
Após a indicação do transplante de quadril com enxerto ósseo estrutural, a perspectiva de recuperação da paciente mudou. A cirurgia corrigiu a fratura e restaurou a estrutura óssea da bacia, com o objetivo de permitir que ela recupere a mobilidade e a qualidade de vida.
Sinais exigem atenção após quedas
Dor persistente, dificuldade para caminhar e inchaço estão entre os sinais que pacientes e familiares devem observar depois de uma queda. A procura imediata por atendimento médico e a realização de exames detalhados podem evitar atrasos no diagnóstico e complicações.
A atenção deve ser maior no caso de pessoas idosas, que apresentam mais vulnerabilidade a fraturas e podem enfrentar limitações severas quando a lesão não recebe o tratamento adequado no início.
Fonte: DIARIO DO PARÁ e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 27/07/2026/15:10:49
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