A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil mensais deve elevar a renda disponível de milhares de trabalhadores no Pará e pode impulsionar o consumo no estado, sobretudo em itens essenciais. A avaliação é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese/PA), que classifica a medida como um avanço na correção de distorções históricas do sistema tributário brasileiro.
Segundo o supervisor técnico do Dieese/PA, Everson Costa, os principais beneficiados são trabalhadores e trabalhadoras assalariados das camadas de baixa e média renda. “Na prática, a medida reduz uma distorção histórica do sistema tributário brasileiro, que penalizava salários mais baixos devido à defasagem da tabela do Imposto de Renda”, afirma.
Para ele, ao isentar essas faixas e prever tributação mínima sobre altas rendas, a política desloca parte da carga tributária do trabalho para o topo da pirâmide.
Com mais renda disponível, a tendência é que o recurso seja direcionado ao consumo básico. De acordo com o Dieese, esse ganho pode se refletir no Pará principalmente em despesas com alimentação, transporte, moradia, energia e saúde. “Esse aumento da renda pode contribuir também para a redução do endividamento das famílias, especialmente no pagamento de dívidas como cartão de crédito e empréstimos pessoais”, avalia Everson Costa.
Apesar do estímulo ao consumo, o órgão não vê risco significativo de pressão inflacionária no curto prazo. “O aumento do consumo não representa um choque de demanda, mas sim a recomposição do poder de compra de famílias que vinham sendo tributadas pela defasagem da tabela do IR”, explica o supervisor.
Para ele, em setores mais sensíveis, como alimentação e serviços, podem ocorrer pressões pontuais, mas fatores estruturais seguem tendo maior peso na inflação.
Na avaliação do Dieese/PA, a ampliação da isenção também não deve, por si só, influenciar decisões do Banco Central sobre a taxa básica de juros. “A medida não gera um estímulo gigante na demanda e deve atuar principalmente como recomposição de renda”, afirma Everson Costa.
Ele acrescenta que as decisões sobre a Selic continuam sendo guiadas pelo comportamento da inflação, das expectativas inflacionárias e pelo cenário fiscal mais amplo.
O custo fiscal da ampliação da isenção, estimado entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões por ano, é considerado administrável, desde que haja a efetiva implementação dos mecanismos de compensação anunciados pelo governo. “A perda de arrecadação pode e deve ser compensada pela tributação mínima sobre altas rendas e pela tributação de dividendos, o que também alinha o Brasil a práticas internacionais”, conclui o supervisor do Dieese/PA.
Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/01/2026/08:15:49
O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:
Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

