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Chegada do El Niño é confirmada pela agência climática dos EUA; dúvida agora é se fenômeno terá força recorde

Fenômeno natural nasce do aquecimento anormal das águas do Pacífico e pode alterar o padrão de chuva e calor em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos costumam incluir mais chuva no Sul, risco de seca no Norte e no Nordeste e temperaturas mais altas em várias regiões.

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A confirmação já era esperada por meteorologistas, depois de meses de aquecimento gradual no Pacífico e de projeções indicando alta probabilidade de desenvolvimento do fenômeno ainda no primeiro semestre de 2026.

Em maio, a NOAA apontava 82% de chance de formação do El Niño nos meses seguintes. Agora, a discussão já NÃO é mais se o fenômeno vai ocorrer, mas qual será sua intensidade. No boletim divulgado nesta quinta-feira, a agência confirmou que ele está estabelecido e indicou 63% de probabilidade de que se torne muito forte, com potencial para entrar no grupo dos maiores eventos registrados desde 1950.

🌊 Entenda: O El Niño e a La Niña são as duas fases do mesmo fenômeno climático, chamado ENOS (El Niño-Oscilação Sul). O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico equatorial.

Imagens do satélite mostram variações no nível do mar em junho de 2026; áreas em vermelho indicando águas mais elevadas no Pacífico

No Brasil, os efeitos variam conforme a região e com a época do ano (atualmente, o pico previsto é entre novembro e janeiro). Historicamente, o El Niño costuma aumentar a chuva no Sul, o que pode elevar o risco de temporais e cheias.

No Norte e em parte do Nordeste, o fenômeno tende a reduzir as precipitações e pode agravar períodos de seca.

No Sudeste e no Centro-Oeste, os impactos podem ser mais irregulares, com calor mais frequente, pancadas mal distribuídas e mudanças no comportamento das frentes frias.

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O EL NIÑO:

A chegada do El Niño também preocupa porque o planeta já está mais quente por causa das mudanças climáticas.

O fenômeno, sozinho, não causa o aquecimento global. Ele é uma variação natural do sistema climático. Mas, quando ocorre em um mundo já aquecido, pode reforçar extremos de calor, seca e chuva intensa.

É por isso que os cientistas acompanham tão de perto a evolução deste evento e há grande chance de que ele se estabeleça com forte intensidade.

“Há 63% de probabilidade de um El Niño muito forte durante o período de novembro a janeiro, que se classificaria entre os maiores eventos El Niño já registrados historicamente, desde 1950”, afirma a NOAA.

Um El Niño forte pode afetar a agricultura, os reservatórios de água, a geração de energia, a ocorrência de queimadas e até o preço de alimentos em algumas regiões.

Ainda não é possível dizer, porém, se o fenômeno confirmado agora será um “super El Niño”. O termo não é uma categoria científica oficial, mas costuma ser usado para descrever eventos muito intensos, como os registrados em 1982-83, 1997-98 e 2015-16.

A força do El Niño depende do quanto o Pacífico Equatorial vai aquecer nos próximos meses e, principalmente, de como a atmosfera vai responder a esse aquecimento. Para que o fenômeno ganhe intensidade, não basta o oceano ficar mais quente: é preciso que o sistema oceano-atmosfera passe a atuar de forma acoplada e persistente.

Desde 2006, uma sequência de episódios de El Niño vem mudando cada vez mais o clima do planeta, que já está mais quente que no passado.

Mesmo quando são considerados fracos ou moderados, esses eventos acontecem em um mundo aquecido e acabam aumentando o risco de extremos, como secas, enchentes e ondas de calor. Veja:

  • 2006–2007: El Niño fraco a moderado.
  • 2009–2010: El Niño moderado.
  • 2014–2016: El Niño muito forte, ligado a recordes de calor e extremos mais frequentes.
  • 2018–2019: El Niño fraco a moderado, mais curto e com impactos mais limitados.
  • 2023–2024: El Niño forte, um dos mais intensos já registrados, associado a novos recordes de calor.

🌎 O que é o El Niño — e por que ele importa tanto

O El Niño é um aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico na faixa próxima à linha do Equador.

Ele faz parte de um ciclo natural do clima que alterna fases quentes (El Niño), frias (La Niña) e neutras — com impactos em várias regiões do planeta.

Esse aquecimento muda a circulação da atmosfera e altera o padrão de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo.

No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos.

O fenômeno também influencia a temperatura global. Em anos de El Niño mais intenso, o planeta costuma registrar calor acima da média, somando-se ao aquecimento global.

A intensidade varia de um evento para outro, assim como os impactos. E, com o planeta já mais quente, mesmo episódios moderados podem ter efeitos mais fortes do que no passado.

Condições geradas por El Niño podem facilitar as queimadas e impactar produções agrícolas. — Foto: Michael Dantas/AFP via DW

🌧️ Possíveis impactos no Brasil

Historicamente, o El Niño altera o padrão de chuva e temperatura no país e causa:

  • aumento de chuva no Sul, com risco maior de eventos extremos;
  • redução de chuvas no Norte e em partes do Nordeste;
  • mais irregularidade nas precipitações no Sudeste e Centro-Oeste;
  • maior frequência de ondas de calor.

Segundo especialistas, um dos principais efeitos esperados é o aumento de períodos prolongados de calor, especialmente na primavera e no verão.

Mesmo com a alternância entre La Niña, neutralidade e El Niño, os cientistas destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator por trás das mudanças no clima.

Com os oceanos já mais quentes do que a média histórica, a expectativa é de que os próximos meses sigam registrando temperaturas elevadas em várias regiões do planeta

Fonte:G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 11/06/2026/15:42:19

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