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Paraense suspeita de homicídio em Santa Catarina é alvo de xenofobia nas redes

Uma mulher investigada por uma tentativa de homicídio em Joinville, no Norte de Santa Catarina, afirma estar sendo alvo de xenofobia nas redes sociais após a repercussão do caso. A situação ganhou grande visibilidade online e passou a gerar debates e manifestações nas plataformas digitais.

Segundo as investigações, o crime ocorreu após uma emboscada. A vítima foi estrangulada e atingida por golpes de faca no pescoço.

Mesmo gravemente ferida, ela conseguiu sobreviver e caminhou cerca de 5,4 quilômetros até conseguir pedir socorro, o que chamou atenção das autoridades e da população local.

Xenofobia amplificada nos comentários

Mesmo sem estatística que apontem qualquer dado sobre a origem de pessoas que comentem crimes e são presas ou detidas em Santa Catarina, o post sobre a paraense presa sob suspeita de homicídio está tomado por comentários xenofóbicos. Muitos dos comentadores fazem alusão à origem da mulher e rotulam paraenses como criminosos.

Um deles diz “Só tranqueira que vem do Pará”, outro menciona “As vezes me sinto morando no estado do Pará ?”. Um dos comentários sugere que Joinville foi “invadida” e outro aponta o tipo físico da suspeita: “Sempre a mesma Skin….”.

Há ainda comentários diretos, como “Só podia ser paraense???”,

“Mais uma vez de onde? Já avisei cada um no seu território…” e “Não importa o sexo, é do Pará ?”. Alguns os perfis confudem a região geográfica e chamam a mulher presa de nordestina: “Nem sempre um nordestino, mas sempre um nordestino”.

A página também traz comentários contrários à xenofobia: “Vejo pessoas de SC generalizando, falando mal de outros estados, principalmente do Norte e Nordeste. Mas esquecem que o crime mais brutal de Blumenau, o ataque às crianças da creche, foi cometido por um…”.

Outra crítica lamenta: “quanto comentário xenofobia, quando me falaram que esse povo era diferenciado pela sua xenofobia eu não acreditei, antes era com os cariocas, depois nordestinos, e agora com paraenses, que povo mais preconceituoso”

Crime teria sido motivado por ciúmes e planejado com ajuda de comparsa

De acordo com a investigação, a suspeita não aceitava o fim do relacionamento com o ex-companheiro. Ainda segundo a polícia, ela teria contado com a ajuda de um homem para planejar e executar o ataque.

Após o crime, a investigada teria fugido para o Pará, onde continuou fazendo ameaças contra a vítima até ser localizada e presa no município de Ananindeua, na região metropolitana de Belém.

Caso segue sob investigação

A Polícia Civil segue apurando todos os detalhes da ocorrência, incluindo a participação dos envolvidos e a dinâmica completa do crime.

Fonte: dol e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 06/06/2026/07:44:10

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