O que para milhares de turistas representa um dos cenários mais deslumbrantes do planeta se transformou, nesta semana, no centro de uma das maiores tragédias já registradas envolvendo mergulho recreativo nas Maldivas. O atol de Vaavu, conhecido internacionalmente por suas águas cristalinas, recifes coloridos e encontros próximos com grandes espécies marinhas, virou foco da atenção mundial após a morte de cinco italianos.
De acordo com a imprensa italiana, os mergulhadores saíram para o passeio na manhã de quinta-feira (14) e foram dados como desaparecidos no início da tarde, após não retornaram à superfície.
Durante uma expedição em cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade, em uma operação que autoridades locais classificaram como de “altíssimo risco”, o acidente ocorreu próximo à ilha de Alimatha, uma das áreas mais procuradas por praticantes de mergulho técnico no arquipélago.
Segundo autoridades das Maldivas e o Ministério das Relações Exteriores da Itália, o grupo explorava um sistema de cavernas submersas quando deixou de retornar à superfície.
Um dos corpos foi localizado dentro de uma caverna a aproximadamente 60 metros de profundidade, enquanto os demais eram procurados na mesma formação rochosa. O governo italiano enviou especialistas ao local para acompanhar as operações de recuperação.
Atol de Vaavu nas Maldivas
Localizado no Oceano Índico, a cerca de 65 quilômetros ao sul de Malé, capital das Maldivas, o atol de Vaavu é formado por pequenas ilhas, extensos recifes de coral e canais oceânicos profundos. A região tem baixa ocupação humana e abriga principalmente embarcações-hotel especializadas em expedições submarinas, conhecidas entre mergulhadores como “liveaboards”.
Apesar da aparência paradisíaca, Vaavu é considerado um dos pontos mais desafiadores do país para mergulho. Isso porque reúne cavernas submarinas, túneis naturais, paredões profundos e os chamados “kandus”, canais estreitos por onde passam correntes oceânicas intensas. Esses corredores naturais atraem espécies como tubarões-cinzentos-de-recife, tubarões-de-ponta-branca, barracudas, xaréus e arraias-manta.
Entre os pontos mais famosos está Fotteyo Kandu, reconhecido por operadores especializados como um dos mergulhos mais impressionantes das Maldivas por combinar passagens submersas, pequenas cavernas e formações coralinas de grande biodiversidade.
O atol também abriga o maior recife contínuo das Maldivas, com cerca de 55 quilômetros de extensão. Diversos canais atravessam essa estrutura, criando um ambiente extremamente rico em vida marinha, mas que exige planejamento rigoroso, experiência técnica e conhecimento detalhado das condições locais.
Além do apelo turístico, Vaavu também desperta interesse científico. Programas internacionais de monitoramento de recifes identificaram a região como uma das mais diversas das Maldivas em biodiversidade marinha. Estudos apontam que, embora relativamente pequeno, o atol concentra uma variedade incomum de habitats coralinos e espécies oceânicas.
Ao mesmo tempo, a área também enfrenta pressões ambientais. Relatórios recentes do governo maldivo apontam impactos provocados pelo aquecimento dos oceanos, episódios históricos de branqueamento de corais e ação humana sobre os ecossistemas locais.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 16/05/2026/06:44:40
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