O caso de Ivan Pereira de Souza, de 45 anos, chama atenção pela sequência de erros, contradições e falhas de identificação que acabaram levando o vendedor para dentro da Papuda. Há cerca de 60 dias, ele está preso no Distrito Federal por crimes que, segundo a defesa, jamais cometeu. O detalhe mais impressionante é que o verdadeiro condenado seria o próprio cunhado dele, que morreu em 2022.
Ivan foi preso em março deste ano enquanto embarcava em um ônibus para Campinas, em São Paulo. Policiais militares cumpriram um mandado expedido pela Justiça do Pará. No documento, constavam todos os dados pessoais do vendedor, incluindo nome completo, CPF, filiação e data de nascimento. A condenação previa mais de 17 anos de prisão por roubo, furto e receptação.
No entanto, segundo a defesa, quem realmente praticava os crimes era Kleber Luciano Rodrigues da Silva, companheiro da irmã de Ivan. O advogado afirma que Kleber aproveitou a proximidade familiar para usar os documentos do cunhado durante anos. Assim, ele teria sido preso, processado e condenado utilizando a identidade de Ivan sem que o vendedor soubesse de nada.
Só piora…
A situação ficou ainda mais absurda após a descoberta de que Kleber morreu durante uma prática criminosa, em 2022. Mesmo assim, o processo criminal continuou ativo em nome de Ivan, tratado pela Justiça como foragido. Para a defesa, isso mostra que o sistema já tinha conhecimento de divergências na identificação do verdadeiro condenado.
Outro detalhe que reforça a confusão aparece no próprio mandado de prisão. O documento trazia o nome de Ivan junto ao de Kleber como alcunha. Além disso, havia informações conflitantes sobre filiação. Segundo o advogado, esses erros demonstram que o sistema judiciário já registrava dúvidas sobre quem realmente deveria ser preso.
A defesa apresentou fotos dos dois homens, documentos pessoais e até a certidão de óbito de Kleber. Também entregou provas de que Ivan mora há mais de 10 anos no Distrito Federal e nunca viveu em Belém, no Pará, onde os crimes foram cometidos.
Ainda assim…
Mesmo assim, a situação se arrastou. A Justiça pediu o envio de um vídeo de audiência em que Kleber aparece se apresentando como Ivan. O material demorou cerca de 20 dias para chegar ao processo. Depois disso, uma nova perícia acabou revelando outro erro inacreditável.
Segundo laudo da Polícia Civil do Distrito Federal, os peritos foram até a Papuda para identificar Ivan Pereira de Souza. Porém, o preso levado para exame era outro homem: Ivan Pereira dos Santos. O episódio aumentou ainda mais a desconfiança sobre as falhas de identificação no caso.
Enquanto aguarda uma definição da Justiça, Ivan continua preso. A defesa afirma que ele enfrenta dificuldades dentro da unidade prisional por causa de uma deficiência auditiva parcial. Além disso, como a identidade dele ainda não foi oficialmente confirmada, o vendedor também teria problemas para receber visitas da família.
O Tribunal de Justiça do Pará ainda não comentou o caso. Já a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal informou que a prisão ocorreu por determinação da Justiça paraense e que já autorizou o recambiamento do preso para o estado de origem.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 13/05/2026/06:24:08
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