A Polícia Federal apontou que o deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso nesta terça-feira (5), participava de esquema criminoso que lavava dinheiro por meio de uma rede de postos de gasolina.
À decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O documento aponta que a investigação teve início a perícia de computador do gabinete do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar (União-RJ).
“A investigação demonstrou a existência de uma organização criminosa liderada pelo deputado estadual Thiago Rangel cujo objetivo residia na manipulação fraudulenta de procedimentos aquisitivos de bens e serviços pela Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes”, ressalta.
A investigação salienta ainda indícios de desvio de recursos para beneficiar uma organização criminosa instalada em órgãos municipais.
“Apurou-se, ainda, a existência de um esquema de lavagem de dinheiro, por meio dos recursos desviados, em uma rede de postos de combustíveis administrada pelo investigado”, afirma. A investigação aponta ainda que a organização criminosa utilizava “laranjas” e “testas de ferro” para a lavagem de dinheiro.
O grupo criminoso teria desviado dinheiro dos cofres da Empresa Pública de Habitação do Município de Campos dos Goytacazes, durante os anos de 2021 e 2022.
A investigação salienta ainda que o grupo criminoso fazia ameaças violentas a desafetos políticos. A conclusão é com base em registros de conversas entre investigados pela Polícia Federal.
Com base na investigação, Moraes autorizou a prisão preventiva de sete envolvidos no esquema criminoso. Além disso, determinou busca e apreensão no endereço do parlamentar e seu afastamento da funções públicas durante a apuração.
Posicionamentos
Em nota, a Alerj informou que está à disposição das instituições da República no que for necessário para colaborar no esclarecimento dos fatos. Além disso, afirmou que “reforça seu compromisso com a transparência e confiança no trabalho dos órgãos competentes.”
Já a Secretaria de Estado de Educação disse que realiza uma revisão administrativa de todos os procedimentos relacionados às obras de manutenção e reparo nas unidades da rede estadual.
“Entre as medidas que passaram a ser adotadas pela pasta está a definição de um teto de R$ 130 mil para intervenções classificadas como manutenção e pequenos reparos. A resolução é baseada nas diretrizes da Lei de Licitações 14.133. Quaisquer obras que ultrapassem esse limite passam a ser tratadas como intervenções de maior porte e passarão a ser executadas pela Empresa de Obras Públicas (Emop-RJ)”, afirmou a pasta.
Além disso, a secretaria informou que colabora com o Ministério Público, com o Tribunal de Contas do Estado e com os demais órgãos de controle.
Segundo a defesa do deputado Thiago Rangel, a notícia da operação realizada foi recebida com surpresa.
Veja nota na íntegra:
“A defesa do deputado Thiago Rangel recebeu com surpresa a notícia da operação realizada na data de hoje.
Neste momento, está se inteirando dos fatos, do teor da investigação e das medidas eventualmente determinadas, reafirmando desde logo a plena confiança nas instituições e no devido processo legal.
O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação, local próprio para a apuração dos fatos.
A defesa ressalta, por fim, que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida.”
Fonte: CNN e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 04/05/2026/15:02:21
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