Novo Progresso tem um entre os 25 empregadores do Pará na lista suja do trabalho escravo
No Pará, 25 empregadores estão na lista; 176 trabalhadores foram submetidos à condições análogas à escravidão.
O governo federal atualizou em 6 de abril de 2026 o Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, a chamada “lista suja” do trabalho escravo. O documento reúne 613 registros em todo o país e, do estado do Pará, aparecem 25 empregadores identificados, somando 176 trabalhadores envolvidos nos casos listados.
No estado, chama atenção a forte concentração de ocorrências em áreas rurais e de expansão agropecuária, especialmente em São Félix do Xingu, município que sozinho concentra 10 dos 25 registros paraenses encontrados nesta atualização. Também aparecem casos em Moju, Novo Progresso, Nova Ipixuna, Rondon do Pará, Itaituba, Terra Alta, Benevides, Dom Eliseu, Altamira, Tucuruí, Pacajá, Tomé-Açu e em área entre Santana do Araguaia e Cumaru do Norte.
Entre os registros do Pará, o maior número de trabalhadores envolvidos aparece em nome de Rogério Almeida da Cunha, em Tucuruí, com 55 trabalhadores. Em seguida aparecem E M B da Silva Transportes e Serviços Ltda, em Moju, e Rafael Bemerguy Sefer, em Altamira, ambos com 17 trabalhadores. Também estão na listagem a Sipasa Seringa Industrial do Pará S/A, em Moju, com 16 trabalhadores, além de Wellington Guimarães, em São Félix do Xingu, com 9, e Moises Alves da Silva, em Dom Eliseu, com 8.
A lista suja é um dos principais instrumentos públicos de transparência e controle no combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil. O cadastro torna públicos os dados de pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas por trabalho escravo, após exercerem o direito de defesa na esfera administrativa em duas instâncias. Uma vez incluídos, os empregadores permanecem na lista por dois anos, mas podem ter seus nomes retirados antes desse prazo, caso assinem um acordo de regularização com o MTE e passem a integrar uma lista de observação.
Empregadores do Pará na atualização de 6 de abril de 2026
- Amadeu Luiz da Silva — Fazenda Curral Preto, Terra Indígena Apyterewa, zona rural, São Félix do Xingu/PA — 1 trabalhador — ação fiscal de 2023 — inclusão em 09/04/2025.
- Antonio Borges Belfort — Fazenda Sol Nascente, Terra Indígena Apyterewa, São Félix do Xingu/PA — 1 trabalhador — ação fiscal de 2023 — inclusão em 09/04/2025.
- Antonio da Silva Lisboa — Fazenda Estrela Dalva, rodovia PA-150, km 28, zona rural, Nova Ipixuna/PA — 1 trabalhador — ação fiscal de 2025 — inclusão em 06/10/2025.
- Antônio Silvério dos Reis — Fazenda Carga Pesada, interior da Terra Indígena Apyterewa, São Félix do Xingu/PA — 1 trabalhador — ação fiscal de 2023 — inclusão em 07/10/2024.
- Denis Rodrigo Palhares — Vicinal Aprogim, km 23, zona rural, Novo Progresso/PA — 6 trabalhadores — ação fiscal de 2021 — inclusão em 09/04/2025.
- Edeuvaldo Gomes dos Santos — Fazenda Novo Progresso, ramal do Pirarara, zona rural, Senador José Porfírio/PA — 5 trabalhadores — ação fiscal de 2023 — inclusão em 07/10/2024.
- E M B da Silva Transportes e Serviços Ltda — Fazenda Citag, zona rural, Moju/PA — 17 trabalhadores — ação fiscal de 2023 — inclusão em 09/04/2025.
- Ernesto Hiroshi Harayashiki— Fazenda Harayashiki, PA-252, km 2, Canindé, zona rural, Tomé-Açu/PA — 1 trabalhador — ação fiscal de 2023 — inclusão em 07/10/2024.
- Eronides dos Santos Dutra — Vicinal da Fazenda Alacy, km 90, Bacabeira, zona rural, Rondon do Pará/PA — 5 trabalhadores — ação fiscal de 2025 — inclusão em 06/04/2026.
- Joel dos Reis Cruz — Vicinal Vitória, Vila Renascer, zona rural, São Félix do Xingu/PA — 1 trabalhador — ação fiscal de 2023 — inclusão em 09/04/2025.
- Jose Virginio dos Santos Filho — Fazenda JR, vicinal Xadá, km 180, Barra do Baú, zona rural, São Félix do Xingu/PA — 4 trabalhadores — ação fiscal de 2024 — inclusão em 09/04/2025.
- Jusinei Ortiz de Carvalho — Fazenda Fassanha, vicinal Marajoara, km 170, BR-163, km 1085, Itaituba/PA — 2 trabalhadores — ação fiscal de 2024 — inclusão em 06/10/2025.
- Kunio Kobayashi — imóvel rural na antiga Colônia Burgo, zona rural, Terra Alta/PA — 1 trabalhador — ação fiscal de 2023 — inclusão em 09/04/2025.
- M B Cintra e Cia Ltda — rodovia Augusto Meira Filho, km 1, Benevides/PA — 1 trabalhador — ação fiscal de 2025 — inclusão em 06/10/2025.
- Moises Alves da Silva — Carvoaria do Inferninho, zona rural, Dom Eliseu/PA — 8 trabalhadores — ação fiscal de 2024 — inclusão em 06/10/2025.
- Nelson Luiz Feital — Fazenda Santa Ida, estrada vicinal entre Mandi/PA e Cumaru do Norte/PA — 7 trabalhadores — ação fiscal de 2025 — inclusão em 06/04/2026.
- Pablo do Nascimento Tessarolo — Fazenda Maria Bonita, zona rural, São Félix do Xingu/PA — 2 trabalhadores — ação fiscal de 2025 — inclusão em 06/04/2026.
- Rafael Bemerguy Sefer — Fazenda Santa Maria, vicinal do Jabá, zona rural, Altamira/PA — 17 trabalhadores — ação fiscal de 2025 — inclusão em 06/04/2026.
- Rafael Saldanha Junior — ponte sobre o rio Carapanã, vicinal 45-A, Ladeira Vermelha, zona rural, São Félix do Xingu/PA — 3 trabalhadores — ação fiscal de 2024 — inclusão em 06/10/2025.
- Rogerio Almeida da Cunha — Rua Magalhães Barata, 21, Jardim Colorado, Tucuruí/PA — 55 trabalhadores — ação fiscal de 2022 — inclusão em 07/10/2024.
- Rosilene Alves — Fazenda Cachoeira, zona rural, Pacajá/PA — 3 trabalhadores — ação fiscal de 2025 — inclusão em 06/10/2025.
- Sipasa Seringa Industrial do Pará S/A — Fazenda Sipasa, zona rural, Moju/PA — 16 trabalhadores — ação fiscal de 2023 — inclusão em 09/04/2025.
- Vanderson Ayres da Silva — estabelecimento rural localizado na região da Terra do Meio, zona rural, São Félix do Xingu/PA — 7 trabalhadores— ação fiscal de 2023 — inclusão em 09/04/2025.
- Wanderley Dias Vieira — Fazenda Primavera, zona rural, São Félix do Xingu/PA — 2 trabalhadores — ação fiscal de 2023 — inclusão em 09/04/2025.
- Wellington Guimarães — Fazenda Capelinha, zona rural, São Félix do Xingu/PA — 9 trabalhadores — ação fiscal de 2025 — inclusão em 06/04/2026.
Criada em novembro de 2003, a Lista Suja é atualizada semestralmente pelo governo federal. O cadastro não gera punições aos empregadores, mas é usado por empresas e setor financeiro para gerenciamento de riscos – na aprovação de financiamentos, por exemplo. A relação é considerada pela ONU (Organização das Nações Unidas) um dos mais relevantes instrumentos de combate ao trabalho escravo no mundo.
Fonte:Com informações do Repórter Brasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 19/04/2026/07:15:16
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