Dois homens foram presos em Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, suspeitos de envolvimento no desaparecimento do bebê José Arthur, de 1 ano e sete meses. A polícia informou que investiga suspeita de sequestro.
Um inquérito sigiloso investiga o caso para tentar localizar a criança. A promotoria acredita que na possibilidade de encontrar Arthur vivo. Roselândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva foram presos na Vila Peruana e no bairro Bom Jardim.
As prisões ocorreram durante uma operação conjunta da Superintendência Regional de Carajás, da Delegacia de Eldorado, junto da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, vinculada à Divisão de Homicídios da capital paraense, que entrou para reforçar a apuração policial.
Durante o cumprimento dos mandados de prisão temporária, além de buscas e apreensão nas casas dos suspeitos, os policiais apreenderam armas e munições. Segundo a polícia, no quarto de Evandro Silva foram localizadas uma espingarda e um revólver.
O sumiço de José Arthur ainda não tem circunstâncias esclarecidas, o que mobilizou buscas intensas na região. Até este domingo (12), a polícia coletou depoimentos, analisa pistas e realiza operações para tentar localizar o bebê. Segundo as investigações, os suspeitos presos na sexta-feira (10) são amigos da família e estavam frequentemente na casa onde a criança teria desaparecido.
Armas e munições foram apreendidas durante prisão em Eldorado dos Carajás, no Pará. — Foto: Reprodução / PC-PA
Desde o início da força-tarefa, a população de Eldorado dos Carajás tem acompanhado com expectativa cada nova informação. Agora com as duas prisões, a esperança é de que o caso tenha mais avanços e que o paradeiro de José Arthur seja revelado.
José Arthur vivia com a família em uma casa na Vila Peruana, próximo ao Assentamento Lourival Santana, na zona rural de Eldorado dos Carajás, cidade distante 650 km de Belém. Desde o dia 26 de março, agentes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Marinha do Brasil vasculharam um raio de cinco quilômetros para tentar localizar a criança. As buscas se concentraram em áreas de mata, beira de rio e locais apontados por denúncias anônimas.
As buscas foram encerradas e a investigação continua, segundo o Ministério Público do Pará (MPPA). Na terça-feira (7), celulares de parentes da criança foram apreendidos para perícia após divergência em depoimentos. Questionada, a polícia não detalhou se os presos estão entre as pessoas que tiveram os celulares apreendidos, se os detidos prestaram depoimento e se eles têm algum parentesco com a criança.
A região onde a criança sumiu é marcada por uma paisagem composta por áreas de vegetação e rio, além da passagem de uma rodovia federal. As autoridades ainda não detalharam quem foi a última pessoa que o bebê teve contato antes de sumir, se ele estava sozinho, nem as circunstâncias do desaparecimento.
“Foram realizadas varreduras em áreas extensas, utilização de cães farejadores, emprego de drones, uso de sonar em cursos d’água, atuação de mergulhadores, análise de imagens de câmeras, perícia em veículos, bem como a oitiva de moradores, familiares e integrantes da comunidade”, informou MPPA.
Informações que possam contribuir com as investigações devem ser repassar à polícia de forma anônima pelo Disque-Denúncia (181).
Fonte: portal debate e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 13/04/2026/07:49:57
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