Sem gasolina e sem transporte público regular, o veículo chama a atenção pelo funcionamento rudimentar. Na traseira, um compartimento metálico abriga o carvão, que é queimado para gerar o gás necessário ao funcionamento do motor. A tecnologia é antiga, usada em tempos de guerra e escassez extrema, mas voltou a circular como alternativa possível para quem não tem outra opção de locomoção.
A cena reflete a realidade enfrentada por milhões de cubanos. Com a interrupção no envio de petróleo da Venezuela — após sanções impostas pelos Estados Unidos — o país passou a conviver com apagões diários, falta de água, lixo acumulado nas ruas e transporte praticamente inexistente.
“Você sabe quando o apagão começa, mas não quando termina”, relata uma moradora de Havana que preferiu não se identificar. Segundo ela, a escuridão tomou conta até de bairros considerados nobres da capital. “A rua fica completamente vazia.”
Crise energética afeta rotina e saúde mental
A escassez de combustível não impacta apenas o transporte. Sem energia suficiente para manter estações de bombeamento, o abastecimento de água também foi interrompido em várias cidades. Há regiões onde os moradores ficam dois ou três dias sem uma gota nas torneiras.
O cozinheiro Dariel, que trabalha em um dos restaurantes mais famosos de Havana, conta que, em casa, cada refeição virou um desafio. “A gente fazia muito espaguete, mas agora precisa economizar água. Às vezes ficamos dias sem.”
Sem ônibus e sem gasolina, Dariel depende da bicicleta para se locomover. Outros, como o dono do carro movido a carvão, foram ainda mais longe na improvisação.
Criatividade como estratégia de sobrevivência
A adaptação do carro resume o que especialistas chamam de “engenharia da necessidade”. Segundo a diretora da Associated Press no Caribe, Cristiana Mesquita, o cubano é “extremamente resiliente e criativo”. “Para cada problema que aparece, eles buscam algum tipo de solução”, afirma.
Essa criatividade, no entanto, surge em um cenário de esgotamento. Trabalhadores tiveram contratos congelados por falta de energia, empresas pararam e o lixo se acumulou nas ruas por ausência de combustível para os caminhões de coleta.
Uma socióloga que trabalhava em uma loja de roupas relata que ficou sem salário e desenvolveu crises de ansiedade. “Quando escurece, eu não durmo. É uma incerteza constante.”
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Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 24/03/2026/14:52:40
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