O desastre de Goiânia aconteceu em setembro de 1987, quando catadores abriram um aparelho de radioterapia abandonado em busca de chumbo.
A produção “Emergência Radioativa” da Netflix trouxe de volta à tona um episódio pouco conhecido da tragédia de Goiânia com o césio-137 que poderia ter mudado a história de outro estado: o Pará.
À época, Governo Federal quase enviou 6 mil toneladas de material contaminado para uma base militar no sul paraense. De início, o governo José Sarney autorizou a remoção emergencial dos rejeitos logo após o desastre em Goiânia. Como opção de destino, as autoridades federais escolheram a Serra do Cachimbo, no município de Novo Progresso.
A região abriga atualmente o Campo de Provas Brigadeiro Velloso, mas era uma base da Aeronáutica com infraestrutura para armazenamento.
Além disso, o local possuía um poço de aproximadamente 320 metros de profundidade que seria adequado para receber o material. A possibilidade de receber o lixo atômico provocou reação imediata no Estado.
O governador Hélio Gueiros divulgou uma carta aberta com mensagem direta: “O Pará não é lata de lixo do Brasil”. Simultaneamente, a Assembleia Legislativa aprovou uma lei que proibiu o armazenamento de substâncias radioativas em território paraense.
Dessa forma, a pressão política e social impediu que cerca de 6 mil toneladas fossem transferidas para a região.
Por sinal, uma das cenas mais icônicas historicamente mostrada na série da Netflix mostra lideranças indígenas em protesto na capital federal contra a decisão. Essas manifestações contribuíram para fortalecer a mobilização popular.
Base integrava programa nuclear sigiloso
A área fazia parte do Programa Nuclear Paralelo, iniciado durante governos militares. O projeto tinha caráter secreto e buscava desenvolver tecnologia atômica nacional.
Entretanto, em 1986, a Folha de São Paulo revelou a existência de cisternas de cimento na Serra do Cachimbo. A reportagem irritou o presidente Sarney, que mantinha o programa em sigilo.
Os estudos geológicos começaram em 1981 por solicitação do Centro Técnico Aeroespacial. As análises apontaram que a região seria segura para testes nucleares.
Ademais, o local poderia receber resíduos não apenas do acidente de Goiânia, mas também do complexo nuclear brasileiro situado em Angra dos Reis, .
Acordo com Alemanha motivou instalações
O tratado assinado em 1975 pelo presidente Ernesto Geisel previa a construção de oito reatores nucleares no Brasil. O acordo permitiria transferência de tecnologia alemã para o país.
Porém, os Estados Unidos interferiram e bloquearam o compartilhamento de métodos de enriquecimento de urânio. Como resultado, o Brasil precisou desenvolver um sistema próprio.
Dos oito reatores previstos, apenas dois foram concluídos até hoje em Angra dos Reis. Um terceiro permanece com obras paradas. A previsão inicial era concluir as adaptações na Serra do Cachimbo até 1991.
Contudo, a revelação jornalística atrapalhou os planos de pesquisa sobre bombas nacionais.
Collor encerrou projeto de forma simbólica
O presidente Fernando Collor foi pessoalmente à Serra do Cachimbo para inspecionar o fechamento da base. A visita teve forte caráter simbólico.
Membros da Força Aérea Brasileira convidaram o presidente para jogar uma pá de cal sobre os poços. Esse gesto representou o fim definitivo do programa nuclear paralelo. Desde então, todos os buracos de explosão subterrânea foram vedados.
Maior acidente radiológico fora de usina
O desastre de Goiânia aconteceu em setembro de 1987, quando catadores abriram um aparelho de radioterapia abandonado em busca de chumbo. Eles não sabiam que o equipamento continha material radioativo.
Assim, o Césio-137 foi espalhado entre diversos moradores da região. O episódio é considerado o maior acidente radiológico do mundo fora de uma usina nuclear. Por isso, mobilizou autoridades de saúde e especialistas de todo o país para conter a contaminação.
Fonte: Dol e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 24/03/2026/10:27:57
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