O uso indiscriminado de medicamentos para disfunção erétil, especialmente os que têm como base a tadalafila, tem acendido um alerta entre especialistas e autoridades de saúde no Brasil. Cada vez mais populares entre o público jovem, esses remédios vêm sendo utilizados de forma recreativa, sem prescrição médica e fora de qualquer necessidade clínica, uma prática que pode trazer consequências sérias.
Dados científicos e de mercado reforçam a preocupação. Estudos divulgados pelo Conselho Federal de Farmácia apontam que o uso de medicamentos para disfunção erétil sem indicação médica é comum entre jovens, motivado por fatores como curiosidade, busca por melhor desempenho sexual, ansiedade e insegurança. A maioria dos usuários, inclusive, adquire esses remédios sem receita. No Brasil, o avanço do fenômeno também aparece nas vendas: mais de 61 milhões de unidades foram comercializadas em 2024, com crescimento expressivo nos últimos anos, puxado principalmente por homens jovens e saudáveis.
Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou um alerta sobre os riscos do uso indiscriminado de substâncias como sildenafila, tadalafila, vardenafila, udenafila e lodenafila, especialmente quando utilizadas fora das indicações médicas ou presentes em produtos não autorizados.
Segundo a agência, o uso recreativo ou com fins estéticos pode provocar efeitos graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), queda acentuada da pressão arterial, além de perda de visão ou audição e dependência psicológica. A Anvisa também chama atenção para a comercialização irregular dessas substâncias em formatos como gomas e suplementos, que não têm aprovação para uso em atividades físicas, ganho de massa muscular ou melhora do desempenho sexual, conforme alerta divulgado em setembro de 2025.
Para que serve, quem deve tomar e mais!
O órgão reforça que esses compostos são aprovados exclusivamente como medicamentos de venda sob prescrição médica e não podem ser utilizados na formulação de suplementos alimentares ou outros produtos comercializados livremente.
Uso e Efeitos da Tadalafila
A tadalafila é indicada para o tratamento da disfunção erétil, mas seu uso exige avaliação médica. Segundo o médico urologista Ricardo Tuma, a ereção é um processo complexo e involuntário, que depende de fatores físicos e emocionais. “A ereção é um fenômeno vascular, que precisa de um bom fluxo de sangue para a região genital, mas também envolve aspectos psicológicos. A tadalafila atua como um facilitador, promovendo a dilatação dos vasos sanguíneos, mas não provoca uma ereção automática, é necessário estímulo sexual”, explica.
Ou seja, o medicamento não resolve, por si só, questões emocionais ou psicológicas que podem interferir no desempenho sexual. Ainda assim, muitos jovens têm recorrido ao uso recreativo na tentativa de melhorar a performance ou aumentar a confiança.
Para o especialista, esse comportamento tem se tornado comum, mas é desnecessário na maioria dos casos. “Existe uma ideia de ‘potencializar’ a relação sexual ou provar masculinidade, mas isso, na prática, não faz sentido para quem é jovem e saudável. Muitas vezes, o que falta é confiança, tranquilidade e qualidade de vida”, destaca.
Riscos e Efeitos Colaterais
Além disso, o uso sem orientação pode trazer riscos importantes. Entre os efeitos colaterais mais frequentes estão dores musculares, dor lombar, vermelhidão no rosto e congestão nasal. Em doses elevadas ou em situações inadequadas, os problemas podem ser ainda mais graves.
Um dos principais perigos está relacionado ao sistema cardiovascular. Como a tadalafila provoca vasodilatação, ela pode causar queda acentuada da pressão arterial. “Esse risco aumenta principalmente quando o paciente faz uso de medicamentos à base de nitrato, utilizados para problemas cardíacos. A combinação pode levar a complicações graves, inclusive parada cardíaca”, alerta o urologista.
Outro ponto de preocupação é a dependência psicológica. De acordo com o médico, o uso frequente pode fazer com que o homem acredite que só consegue ter uma relação sexual com o auxílio do medicamento. “A pessoa perde a confiança na própria capacidade. Isso pode gerar uma dependência psíquica, especialmente quando o uso é contínuo e sem necessidade”, explica.
Essa insegurança, muitas vezes, está ligada ao medo de falhar ou à pressão social. Nesses casos, o tratamento mais indicado pode não ser medicamentoso. “Se a dificuldade for emocional, o ideal é buscar acompanhamento psicológico. Em muitos casos, a psicoterapia e até a terapia de casal apresentam bons resultados”, orienta.
A longo prazo, o uso indiscriminado também pode afetar a saúde sexual. Isso porque o organismo pode se habituar à medicação, dificultando a resposta natural sem o uso do remédio.
Por isso, a principal recomendação é evitar a automedicação e procurar orientação profissional. “O tratamento da disfunção erétil não se resume à tadalafila. Cada caso precisa ser avaliado individualmente. Pode envolver desde mudanças no estilo de vida até outros tipos de abordagem médica”, reforça Ricardo Tuma.
Informações Essenciais sobre a Tadalafila
Tadalafila: o que é, para que serve e quais os riscos
O que é a tadalafila?
É um medicamento que age inibindo a enzima PDE5 (fosfodiesterase tipo 5), promovendo a dilatação dos vasos sanguíneos e facilitando o fluxo de sangue — especialmente na região genital.
Para que é indicada?
Disfunção erétil (impotência sexual)
Hiperplasia prostática benigna (HPB)
Hipertensão arterial pulmonar (em casos específicos)
Sintomas urinários que podem indicar uso médico:
Dificuldade para urinar
Jato fraco
Gotejamento
Sensação de bexiga cheia
Urgência urinária
Dor ao urinar
Uso em Jovens e Orientações
Uso entre jovens preocupa
Segundo o Conselho Federal de Farmácia, a procura pelo medicamento cresceu, principalmente entre jovens sem indicação médica.
Uso recreativo tem sido incentivado nas redes sociais
Alguns utilizam como “pré-treino” ou para melhorar desempenho sexual
Não há evidência científica para esses usos
Como deve ser usada?
Medicamento de tarja vermelha
Venda apenas com prescrição médica
Dose varia conforme o paciente
Uso deve ser orientado por profissional de saúde
Efeitos colaterais comuns:
Dor de cabeça
Azia e indigestão
Náusea e diarreia
Vermelhidão no rosto
Dores musculares e nas costas
Tosse
Sinais de alerta (procure atendimento médico):
Perda de visão ou audição
Ereção prolongada (mais de 4 horas)
Dor no peito
Tontura intensa
Falta de ar
Reações alérgicas (inchaço, bolhas, irritações)
Recomendações e Orientações Finais
Contraindicações e cuidados
Informe o médico se você:
Usa medicamentos cardíacos (especialmente nitratos)
Toma remédios para próstata, antifúngicos ou antivirais
Faz uso de drogas recreativas
Tem doenças cardíacas, hepáticas ou renais
Já teve AVC ou infarto
Possui distúrbios sanguíneos ou hormonais
Atenção
O uso sem orientação médica aumenta o risco de efeitos adversos e pode causar dependência psicológica.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 02/04/2026/14:20:20
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