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Operação Mute amplia cerco a facções em presídios paraenses

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A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, deflagrou nesta semana a 11ª fase da Operação Mute, mobilização nacional que ocorre simultaneamente em 15 estados brasileiros com foco no combate à comunicação de organizações criminosas dentro dos presídios. O Pará está entre os estados participantes da nova etapa da operação, considerada uma das maiores ações integradas de fiscalização do sistema penitenciário do país.

No território paraense, as revistas foram concentradas em unidades estratégicas do sistema prisional, incluindo o Complexo Penitenciário de Santa Izabel e presídios da Região Metropolitana de Belém. A operação é coordenada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), em parceria com órgãos federais de segurança pública.

Segundo balanço parcial divulgado pelas autoridades, as inspeções realizadas até o momento mantiveram o índice de zero ilícitos encontrados nas unidades vistoriadas no Pará nesta fase da operação. O trabalho inclui buscas minuciosas em celas, áreas comuns e setores administrativos, com o objetivo de impedir que presos mantenham contato com integrantes de facções criminosas fora dos presídios.

A Operação Mute é considerada exclusiva do Brasil e foi criada para enfrentar um dos principais instrumentos utilizados pelo crime organizado: a comunicação clandestina a partir das penitenciárias. O foco central da ação é a retirada de celulares, armas artesanais, drogas e outros materiais proibidos das unidades prisionais.

Para isso, os agentes utilizam equipamentos de alta tecnologia, como scanners corporais, aparelhos de raio-X, drones e bloqueadores de sinal telefônico. Os bloqueadores funcionam como uma espécie de “silêncio eletrônico” dentro das unidades, dificultando ligações, envio de mensagens e acesso à internet por aparelhos celulares clandestinos. Em presídios brasileiros, o celular virou quase tão estratégico quanto a própria liderança da facção — sem comunicação, o crime organizado perde coordenação, logística e capacidade de ordenar ataques externos.

De acordo com dados da Senappen, desde o início da Operação Mute, em 2023, quase 8 mil aparelhos celulares já foram apreendidos em presídios de todo o país. A expectativa do governo federal é ampliar gradualmente o alcance da operação até atingir as 27 unidades da federação nas próximas etapas.

Além do combate direto às facções criminosas, a ofensiva também busca reforçar o controle interno dos presídios e reduzir ordens para crimes como tráfico de drogas, homicídios, roubos e ataques coordenados que frequentemente partem de dentro das unidades penitenciárias.

O Pará vem ampliando investimentos em tecnologia e monitoramento no sistema prisional nos últimos anos, especialmente após o fortalecimento das ações integradas entre forças estaduais e federais. A participação do estado na nova fase da Operação Mute ocorre em meio ao endurecimento das estratégias nacionais de enfrentamento ao crime organizado.

Fonte: Diario Do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 20/05/2026/15:42:23

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