Nova espécie de ‘fungo zumbi’ é descoberta no Brasil
Na Mata da Biologia, um pedaço de Mata Atlântica protegido que fica dentro do campus da UFV em Viçosa. E a batizaram carinhosamente de Gibellula mineira.
“As sugestões [de nome] foram surgindo, mas o ‘mineira’ ganhou disparadamente, porque a gente queria homenagear mesmo o local em que a gente viu essa descoberta”, diz Aline dos Santos, doutoranda do programa de pós-graduação em Ecologia da UFV.
Foi durante o mestrado dela que a nova espécie foi descoberta. O fungo está interessado em aranhas, mais especificamente a aranha Iguarima censoria.
Ou seja, zero chance de a Gibellula mineira meter um “The Last of Us” na gente. Embora ela seja, de certa forma, parente do fungo zumbi do jogo e da série.
“O que o Ophiocordyceps faz com as formigas, a Gibellula também faz, em algum momento, com as aranhas. Mas, ao mesmo tempo, são grupos de origens bem distintas. Eles são distantes na evolução, digamos assim”, diz Thairine Mendes Pereira, aluna de pós-doutorado na UFV e coorientadora da pesquisa.
Assim como o Ophiocordyceps, a Gibellula também se apossa do corpinho de seu hospedeiro. E faz com que ele se mova para um lugar com condições que poderiam contribuir para a continuidade da espécie.
Mas isso deve ser investigado mais a fundo nas próximas etapas da pesquisa. Que, inclusive, nem tinha o intuito de descobrir uma nova espécie de fungo. O objetivo era avaliar alterações comportamentais em aranhas.
Agora, com essa descoberta acidental em mãos, o próximo passo é entender como exatamente a Gibellula mineira consegue alugar esse triplex na mente da aranha.
“A gente sabe o resultado final dessa interação. A gente vê que o fungo está parasitando a aranha e a aranha está morta em algumas condições muito específicas que o hospedeiro saudável não ocorre. Mas como que ele chegou até lá? Quais são as moléculas envolvidas? Quais são os compostos que esse fungo está produzindo ali? O mecanismo e o meio do caminho que a gente ainda precisa responder”, afirma Thairine Mendes Pereira.
Seja como for, a pesquisa mostra que você não precisa necessariamente fazer uma expedição para o meio de uma floresta virgem isolada para descobrir uma nova espécie. Às vezes, basta olhar para o nosso quintal.
“O Brasil, além de ser um cenário ótimo para o estudo dessas interações, porque a biodiversidade aqui é muito grande, os grupos de pesquisa que estão envolvidos nisso têm sido bem comprometidos e é investido bastante tempo para investigar essas interações também”, completa Thairine.
“Nós temos um privilégio, por exemplo, de ter um acesso às áreas naturais numa quantidade enorme. Esse privilégio é uma coisa que, no Brasil, faz muita diferença”, conclui Thiago.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 16/04/2026/07:13:30
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