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Garimpeiros de Serra Pelada vão receber R$ 7,45 milhões após acordo judicial

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A 3ª Vara do Trabalho de Parauapebas, no sudeste do Pará, homologou um acordo trabalhista de R$ 7,45 milhões para quitar dívidas com 95 garimpeiros do antigo garimpo de Serra Pelada. O processo envolve a Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM), a Coomigasp e a Colossus Mineração Ltda., e estava em tramitação há cerca de dez anos.

Com a decisão, já foi realizado o depósito inicial de mais de R$ 1,5 milhão, e o restante do pagamento será feito de forma parcelada ao longo deste ano e nos próximos exercícios. O caso integra uma execução centralizada iniciada em 2020. Essa ação está ligada a um processo que se arrasta desde 2014 e envolve uma das mais emblemáticas disputas trabalhistas da região.

O acordo também inclui a entrada da Tectônicas Mineração Ltda., que passa a assumir responsabilidade solidária pelo pagamento da dívida e poderá atuar como operadora do empreendimento. A autorização, no entanto, não libera automaticamente a exploração mineral. Ela segue condicionada às licenças dos órgãos competentes.

Para o juiz Albeniz Martins e Silva Segundo, responsável pela homologação, o desfecho representa mais do que a resolução de uma dívida. Ele destacou que o caso simboliza um avanço em uma das histórias mais marcantes de Serra Pelada. Essa história mistura expectativa, exploração e frustração de milhares de trabalhadores ao longo das últimas décadas.

Pelo acordo, além do valor já pago, estão previstas duas parcelas semestrais — em julho deste ano e janeiro de 2027 — e outras 48 parcelas adicionais até a quitação total do débito.

A História do Garimpo de Serra Pelada

A região sul do Pará viveu, a partir do início da década de 1980, um dos maiores ciclos de mineração da história do país. Impulsionado pela promessa de enriquecimento rápido com a extração de ouro, o garimpo de Serra Pelada atraiu mais de 100 mil trabalhadores. Em pouco tempo, ele se transformou no maior garimpo a céu aberto do mundo.

Cratera de 180 metros de profundidade permanece cheia de água até hoje

No auge da atividade, em 1983, foram retiradas cerca de 14 toneladas de ouro em apenas um ano. Ao longo de aproximadamente uma década, a produção total ultrapassou 42 toneladas. Esse ouro foi extraído manualmente por milhares de garimpeiros que trabalhavam em condições extremamente precárias em uma enorme cratera aberta no sudeste do Pará.

A Corrida do Ouro e o Início do Caos

A origem da corrida do ouro é cercada de relatos e versões. A mais conhecida aponta que um pequeno achado feito por um antigo proprietário de terras, no fim dos anos 1970, teria sido o estopim para a chegada em massa de milhares de pessoas. A notícia se espalhou rapidamente. Ela transformou a região em um dos maiores polos de garimpo do mundo.

Diante do caos instalado, o governo federal enviou para a área o coronel Sebastião Rodrigues de Moura, conhecido como Curió, que já havia atuado no combate à Guerrilha do Araguaia. Quando chegou, encontrou dezenas de milhares de homens explorando o local de forma desordenada. Por isso, adotou medidas rígidas de controle, como restrições à entrada de mulheres, consumo de álcool e porte de armas.

O próprio nome de Curió acabou marcando a história da região, dando origem ao município de Curionópolis, que surgiu no entorno do garimpo. Com as restrições impostas, muitas famílias passaram a se estabelecer fora da área de extração. Elas formaram o núcleo urbano que mais tarde se tornaria a cidade.

Após o auge, a produção entrou em queda livre. Em 1990, já não passava de 250 quilos de ouro por ano. Dois anos depois, em 1992, a mina foi oficialmente desativada por decreto presidencial. O imenso buraco deixado pela exploração, com cerca de 180 metros de profundidade, acabou se enchendo de água. Assim, permanece até hoje como uma das marcas mais simbólicas daquele período.

Fonte: diariodopará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 14/04/2026/16:28:50

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