Sem registrar homicídios há 38 anos, São João da Mata lidera ranking da tranquilidade no Sul de Minas, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
De acordo com dados do Tribunal de Justiça, o último crime contra a vida no município, com cerca de 3 mil habitantes, aconteceu em abril de 1988. O caso envolveu a morte de Lourdes Rodrigues por seu companheiro. Segundo relatos de moradores mais antigos, o caso marcou profundamente a pequena comunidade, onde todos se conheciam.
Quando o crime aconteceu, cerca de 40% da população atual de São João da Mata ainda não havia nascido.
É o caso do técnico em tecnologia da informação Pierre Cauê de Morais. Ele nasceu em 2003 e acha a cidade um poço de tranquilidade.
“Na minha vida toda aqui, eu acho que eu nunca nem parei para pensar nisso. Nunca nem ouvi o pessoal comentando sobre isso. Aqui não costuma trancar nada, é tudo muito tranquilo. Eu paro meu carro, por exemplo, para ir à loja ou fazer algum serviço, deixo a chave no carro, tudo aberto.”
Segurança
Segundo a Sejusp, são poucos os registros policiais em São João da Mata. Na última década, foram 190 furtos e 206 roubos, uma média de 40 ocorrências por ano.
A tranquilidade é tanta que a cidade não possui chaveiro. O serviço não se sustenta economicamente pela baixa demanda, e a população recorre a profissionais de cidades vizinhas ou aguarda a passagem de um prestador ambulante que visita o município periodicamente para consertar as fechaduras.
Para o sargento Marcelo Reis, comandante do policiamento da cidade, ser uma comunidade pequena, onde todos se conhecem, favorece o controle da criminalidade.
“São João da Mata é uma cidade com uma população ordeira e, com essa proximidade da presença da polícia, a população fica segura para nos procurar, passar uma informação, passar algum tipo de demanda”, afirmou.
O sociólogo Isaías Paschoal reforça a tese do PM.
“Em cidades pequenas há um relacionamento entre as pessoas que é direto. A gente chama isso em sociologia de relacionamento primário. Todo mundo conhece todo mundo. As pessoas se encontram nas praças, na vizinhança, nos bares, nas igrejas, nos templos. E esse conhecimento é motivado pelo compartilhamento de crenças comuns. Então, há um suporte para a humanidade, há maior coesão social. As pessoas se reconhecem, há mais integração entre elas. E, em todos os lugares em que há esse tipo de convivência, a tendência é baixar o nível de criminalidade”, explica.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 28/04/2026/09:19:25
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