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Governo do Pará financia primeira estação para carros elétricos com fibras amazônicas

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Um projeto inovador e sustentável, voltado à bioeconomia amazônica, utiliza insumos naturais vegetais da região em 100% de sua estrutura. Com financiamento do governo do Estado, por meio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), a proposta contemplada no âmbito do programa Centelha II, substitui materiais sintéticos e metálicos, usualmente empregados no mercado por material biocompósito, proveniente de resina e fibras naturais vegetais da região amazônica.

Trata-se de uma estação de carregamento de carros elétricos, desenvolvida com bases nos parâmetros do relatório da International Renewable Energy Agency (IRENA) de 2019, que estima que até 2050 haja mais de um bilhão de veículos elétricos pelo mundo, cujo dados revelam uma expectativa de enorme demanda para recarga desses veículos. A estação de carregamento foi criada com uso de biocompósito desde seu designer até fabricação, com toda a sua estrutura de suportação e fechamento.

Segundo Márcio Leite, sócio da S & L Energia e um dos engenheiros do projeto, o biocompósito surge, então, “como uma alternativa de melhoria em diversos aspectos que vão desde a preservação ambiental, a renovabilidade, a descartabilidade e uma relação peso/resistência favorável. O material pode ser integrado a um sistema fotovoltaico (energia solar), solução que agrega maior valor ambiental e econômico à inserção dessas tecnologias, com geração de energia limpa e sustentável”.

Inovação – Por trata-se de um produto que atende as demandas ambientais e tecnológicas desse mercado em ascensão em todo o mundo, o campo de atuação vai desde o consumidor doméstico (residencial), aos grandes empreendimentos comerciais e industriais. Logo, através deste projeto, “espera-se não apenas contribuir para a inovação, mas também promover a valorização de recursos naturais, alinhando-se às tendências atuais de desenvolvimento sustentável”, reforçou o engenheiro.

A estrutura da estação de carregamento, e toda a inteligência envolvida na montagem eletroeletrônica da estação foi desenvolvida pela equipe técnica da empresa, o que valoriza ainda mais o produto, que tem como foco atender às necessidades do usuário, pessoas físicas e jurídicas, como residências, condomínios, shoppings, supermercados, entre outros. Ainda, podendo ser integrada a um sistema de geração de energia solar.

Sustentabilidade – Diante da importância do projeto em atender necessidades ambientais e tecnológicas, destaca-se também a relevância diante de desafios globais, como a redução de emissões de carbono, amplamente discutido durante a Conferência das Partes da ONU (COP30), realizada em novembro de 2025, em Belém.

O projeto demonstrou a viabilidade técnico-financeira e ambiental da estação de carregamento com o uso de materiais biocompósitos inovadores, redução de custos com energia solar, potencial para gerar negócios sustentáveis e contribuição para a economia circular, alinhando-se aos princípios da bioeconomia e sustentabilidade.

Com um dos objetivos principais sendo alcançado, a fabricação da estação em biocompósito constituída de resina e fibras vegetais, tem-se os testes funcionais do equipamento, podendo ser integrado a um sistema fotovoltaico de geração de energia de solar. Assim, as perspectivas futuras são promissoras, com oportunidades de aprimoramento e expansão, especialmente diante de eventos globais como a COP30.

De acordo com Márcio Leite, “o financiamento da Fapespa foi de suma importância para a concretização do projeto, pois o que era um rascunho, uma ideia, tornou-se realidade e um verdadeiro plano de negócio. A disponibilidade de recursos financeiros, acompanhamento e avaliações periódicas (cronograma de execução, plano de aplicação de recursos), assim como a abertura da empresa, que amadureceu o projeto e a equipe como um todo, fortalecendo a marca e tornando a S&L Energia uma referência, sendo a primeira empresa no mundo a desenvolver uma estação de carregamento de veículos elétricos com estrutura em material biocompósito”, declarou.

Resultados – O protótipo desenvolvido com todas as tecnologias citadas inseridas, apresenta, em sua estrutura, bom acabamento superficial e rigidez estrutural, além de um excelente desempenho operacional. Atualmente, o equipamento encontra-se instalado e 100% funcional nas dependências do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), parceiro e local onde a empresa S&L Energia está alocada. Este foi apresentado à Fapespa e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), durante visita técnica à empresa S&L Energia.

A empresa mantenedora do protótipo buscou parcerias e participou de inúmeros eventos nos quais o projeto foi apresentado, assim como diversas reuniões com clientes potenciais, dentre os quais destacam-se: a empresa Phoenix Contact, uma multinacional alemã no segmento de elétrica e automação industrial; o Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá); o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), Campus Belém.

Uma novidade promissora do projeto foi o desenvolvimento de um novo modelo de estação de carregamento do tipo wallbox, com as mesmas características da estação projetada, inicialmente, para o Programa Centelha. No entanto, este novo modelo é um carregador de parede, projetado para instalação fixa em residências, empresas ou estacionamentos, sendo um equipamento potente, seguro e durável. Esta nova versão já foi comercializada e encontra-se instalada, e em funcionamento.

Deste modo, a iniciativa atende, não apenas as demandas atuais do mercado, mas também, se posiciona como referência em soluções sustentáveis e replicação em larga escala, por trata-se de um projeto que representa um avanço significativo na integração entre mobilidade elétrica e sustentabilidade, com resultados tangíveis e alto potencial de transformação no setor.

Para o presidente da Fapespa, Marcel Botelho, “iniciativas como essa, do governo do Estado do Pará, através da Fapespa, em parceria com o governo federal, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), são importantes para trazer para a região um valor agregado através da tecnologia. As pesquisas e o empreendedorismo sustentável realizado na região fazem com que a bioeconomia seja cada vez mais uma realidade e uma nova matriz econômica para o nosso estado. O Vale Bioamazônico sintetiza muito bem essa iniciativa, essa ideia do governo estadual de promover o desenvolvimento sustentável através da agregação de valor aos produtos da floresta”.

Fonte: Agência Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/02/2026/16:03:07

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