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Dados revelam avanço da violência sexual infantil no Pará

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Os estados da Amazônia Legal concentram atualmente os maiores índices de violência sexual contra crianças e adolescentes do Brasil. O alerta faz parte de um levantamento divulgado pelo Unicef e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que aponta um padrão regional considerado preocupante pelas organizações.

Segundo os dados, Rondônia lidera o ranking nacional, com taxa de 234,2 casos por 100 mil crianças e adolescentes. Em seguida aparecem Roraima, com 228,7 casos por 100 mil habitantes, e Mato Grosso, com 188 casos por 100 mil.

O levantamento também mostra números elevados no Pará, que registrou taxa de 174,8 casos por 100 mil habitantes, além de Tocantins, com 174,2, Acre, com 163,7, e Amapá, com 148,6 casos por 100 mil habitantes. O Amazonas aparece com taxa de 63,3 casos por 100 mil.

Rondônia e Roraima lideram taxas de violência sexual contra crianças no Brasil. Foto: divulgação/reprodução

De acordo com o Unicef, o aumento nos registros não significa necessariamente crescimento proporcional da violência. Em muitos casos, os números podem refletir maior atuação da rede de proteção, com mais notificações e registros oficiais.

Mesmo assim, os especialistas afirmam que o cenário exige atenção urgente. Isso porque os casos se concentram principalmente em municípios rurais, áreas isoladas e regiões de fronteira, onde o acesso a serviços públicos e mecanismos de proteção costuma ser mais limitado.
O estudo revela ainda que crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos são as principais vítimas na Amazônia Legal.

Nessa faixa etária, a incidência chega a 299,5 casos por 100 mil habitantes. Já nas áreas rurais, o índice sobe para 308 casos por 100 mil habitantes.

No Pará, cenário preocupante

Estudo aponta maior vulnerabilidade em áreas rurais e de fronteira da Amazônia. Foto: divulgação/reprodução
Estudo aponta maior vulnerabilidade em áreas rurais e de fronteira da Amazônia. Foto: divulgação/reprodução

estado ocupa a quarta posição entre os estados da Amazônia Legal com maior incidência de violência sexual contra crianças e adolescentes. Além disso, a taxa paraense aparece 50% acima da média nacional.

Outro ponto destacado pelo estudo envolve as desigualdades raciais. Crianças e adolescentes negros representam 81% das vítimas registradas na Amazônia Legal, realidade diferente da média nacional. O levantamento também cita impactos específicos sobre populações indígenas e moradores de regiões vulneráveis.

Segundo o Unicef, a maior parte dos casos ocorre dentro do ambiente familiar. Na Amazônia Legal, 65% das ocorrências acontecem na própria residência da vítima. Entre crianças de até 4 anos, o percentual sobe para 72,5%.
A chefe do escritório do Unicef no Pará, Mariana Machado Rocha, afirmou que muitas situações acontecem de forma silenciosa e dentro de espaços de confiança. Por isso, ela defende o fortalecimento das famílias, das escolas e da rede de proteção para identificar sinais precoces e ampliar o acolhimento às vítimas.

O Unicef também informou que atua nos 143 municípios paraenses participantes do Selo Unicef, apoiando ações integradas entre saúde, educação, assistência social, Conselhos Tutelares e demais órgãos responsáveis pela proteção de crianças e adolescentes.

Fonte: Diario Do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 20/05/2026/15:36:29

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