Trabalhador salva cachorro e tutora de ataque de pitbull em Juiz de Fora

As imagens mostram o momento em que Vanessa Firmido Rodrigues é surpreendida pela aproximação do pitbull enquanto passeava com o cachorro de estimação. Nesse momento, o gesseiro Samual Dias se aproxima para ajudá-la. Assista acima.
“Tudo aconteceu em segundos. Eu estava no carro aguardando dar 10h para iniciar um serviço. Olhei para o lado e vi que ela passava com o cachorro. Cerca de 10 metros à frente aconteceu o ataque. No primeiro momento, fiz de tudo para afastar o pitbull. A tutora caiu, então peguei o cachorro pela coleira e o levei até o portão de uma vizinha”, contou.
Segundo Samuel, depois que a tutora e o cachorro entraram no imóvel e fecharam o portão, o pitbull ainda teria tentado invadir o local. Ele disse que levou um grande susto, mas, mesmo assim, conseguiu ajudar.
“Em nenhum momento pensei em mim. Como tenho uma cachorrinha e amo os animais, fiz o possível para proteger o cachorro”, explicou o gesseiro, que sofreu um arranhão no pé direito. “O susto foi grande. Todos os dias, quando saio de casa, quero ajudar o próximo, e mais uma vez consegui”.
A tutora também sofreu um ferimento leve após a queda. Já o cachorro dela ficou com uma das patas machucada.
Tutora e cão costumavam passear pelo bairro
Conforme Ariane de Oliveira Firmido, mãe de Vanessa, a filha costuma passear com o cachorro pelas proximidades de casa. “No sábado, esse pitbull apareceu de forma inesperada e partiu para cima deles”, relatou.
Para Ariane, a rápida ação do gesseiro e da moradora que abriu o portão da residência evitou consequências mais graves.
“Eles conseguiram colocar o cachorro da minha filha para dentro do terreno, enquanto Samuel ajudava a afastar o pitbull e socorria a Vanessa”.
Segundo ela, o tutor do pitbull não foi identificado.
“É um fato inadmissível. Nós precisamos circular pelas ruas. Há crianças, idosos e animais de estimação. Isso não pode acontecer”. A família preferiu não registrar um boletim de ocorrência.
O que diz a lei sobre a circulação de cães?
A legislação estabelece normas rígidas para a circulação de cães de raças consideradas potencialmente perigosas ou de comportamento agressivo em espaços públicos. A Lei nº 12.345/2011 busca equilibrar o direito de circulação dos animais com a segurança coletiva.
Onde a circulação é proibida?
De acordo com o artigo 14 da norma, é vetada a presença desses animais em locais com grande fluxo de pessoas, tais como:
Praças, parques e jardins públicos;
Proximidades de hospitais e unidades de saúde;
Entornos de escolas (públicas ou particulares);
Áreas comuns de condomínios residenciais.
Regras para o passeio
A circulação só é permitida sob condições específicas de segurança. O condutor deve, obrigatoriamente:
Ser maior de 18 anos e possuir força física suficiente para controlar o animal;
Utilizar guia curta com reforçador;
Equipar o cão com focinheira adequada ao porte e raça.
A lei também exige a identificação eletrônica (microchip) para cães bravos ou de raças específicas. A medida facilita a localização do tutor e a aplicação de sanções em caso de ataques.
Conforme o artigo 15, o tutor é o único responsável por qualquer dano, seja físico ou material, causado pelo animal a terceiros. O descumprimento das regras pode gerar:
Advertências e multas pesadas;
Apreensão do animal;
Responsabilização nas esferas civil e penal.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 08/07/2026/07:28:36
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