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Silvio Costa Filho diz que mesmo após revogação de decreto, concessão de hidrovias na Amazônia continua sendo estudada

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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou nesta quinta-feira (26) que a revogação do decreto que incluía trechos de rios amazônicos no Programa Nacional de Desestatização, na última segunda-feira (23), “não vai impedir o trabalho da Secretaria de Hidrovias” e que os estudos sobre o tema continuam.

Na segunda, o governo anunciou a revogação do decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que previa “estudos técnicos, ambientais, logísticos” para incluir hidrovias dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no programa de concessões do governo. A norma, entretanto, gerou uma série de protestos de indígenas do Amazonas, que chegaram a ocupar, por mais de um mês, a sede da multinacional Cargill, de processamento de alimentos, no Pará.

Nesta quinta, após leilão de terminais portuários realizado na B3, em São Paulo, Silvio Costa Filho disse em coletiva de imprensa que é preciso “respeitar a decisão da maioria do governo”, e que o decreto foi revogado em razão do “risco de vida” que a intensificação dos protestos poderia trazer, mas que “não se pode permitir que manifestações como essas atrapalhem o desenvolvimento do Brasil”.

— Nós temos uma mobilização na Cargill de mais de 300, 400 pessoas. Ali, há galpões inflamáveis e, a qualquer momento, poderia ter risco de explosões e aquilo ali ia ser muito pior. Então, o governo tomou a decisão para que fosse suspenso aquele decreto, mas isso não vai impedir o trabalho da Secretaria de Hidrovias. Os estudos permanecem. Nós estamos com cinco estudos, dos quais dois no BNDES e três na Infra S.A. Os estudos estão acontecendo e nós vamos fazer as consultas públicas e agora, através da secretaria, vamos ampliar o diálogo com a população, com os movimentos sociais, com o setor produtivo para que a gente possa continuar avançando nessa agenda hidroviária do Brasil — falou.

O ministro destacou que o governo não vai fazer “nenhum movimento sem dialogar com todo o setor produtivo e com os povos indígenas”, mas disse que há “um movimento muito radicalizado”.

— Há claramente um movimento que está muito radicalizado. Foi assim na COP30, foi assim em outros movimentos, mas eu acho que nós não podemos aceitar mais que isso aconteça. Qualquer movimento que venha a acontecer, o governo tem, na minha opinião, que tomar outras medidas, sempre preservando o diálogo, mas nós não podemos permitir que manifestações como essa atrapalhem o desenvolvimento do Brasil — acrescentou.

Fonte: Globo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 27/02/2026/14:01:16

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