
Novos impasses do setor produtivo podem gerar impactos sobre as exportações da carne bovina produzida no Pará, em especial, sobre os produtos enviados à China, após restrições e impostos alocados na produção do estado. O país asiático impôs uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas para a carne brasileira, que recebe a tarifa tradicional de 12%; o que ultrapassar esse limite estará sujeito a uma sobretaxa de 55%. Localmente, representantes do setor temem os rumos desse cenário, especialmente após o governo brasileiro sinalizar interesse em limitar a exportação brasileira por empresa para o cliente asiático.
No acumulado do ano passado, a exportação de animais vivos e produtos do reino animal do Pará registrou uma arrecadação de US$ 916.889.257 na relação comercial com a China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Para o zootecnista e diretor na Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) Guilherme Minssen, o cenário segue preocupante. “Qualquer interferência no livre mercado tem sempre prejuízos tanto para os produtores como para a indústria do país”, avalia. A sua atenção também é quanto ao desenvolvimento da produção local, que, segundo ele, precisa de investimentos para avançar por si só.
“No Brasil, temos aumentado a produção, mesmo reduzindo a área física de produção rural. Nos últimos 10 anos, duplicamos praticamente a criação em confinamentos. O Pará tem o segundo maior rebanho bovino e o primeiro bubalino, mas estamos cada vez mais longe do mercado dos resultados encontrados por produtores de Mato Grosso, São Paulo e Goiás principalmente”, explica.
Nas últimas movimentações, o Ministério da Agricultura sugeriu oficialmente a criação de um sistema de controle em um ofício encaminhado à secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex). A ideia consiste basicamente em limitar o volume exportado por empresa. A medida ainda não é uma realidade e os países tratam do assunto, mas, enquanto novos rumos não se consolidam, as limitações impostas pela China seguem com a validade de três anos, iniciando a contagem no dia 1º de janeiro deste ano.
Possibilidades
Apesar de a China ainda ser o principal parceiro comercial nesse segmento para o Pará, os dados do último ano revelam boas exportações para o Egito, que ficou em segundo lugar na lista de parceiros, com US$ 157.533.393. Seguido pelo Iraque (US$ 129.955.352), Marrocos (US$ 117.569.155) e Líbano (US$ 89.784.498), respectivamente.
Fora das planilhas, o representante do setor ainda menciona a proximidade entre o mercado brasileiro e de países vizinhos, a exemplo do Uruguai e Argentina. Minssen aponta esses parceiros como boas opções de novos mercados, caso os efeitos desse impasse de tributações e restrições afetem as relações comerciais.
“O Brasil tem exportado volumes significativos de carne para o Uruguai e a Argentina, destinados ao consumo interno nesses países. Essas exportações alcançam valores consideráveis, provenientes, em grande parte, de frigoríficos localizados em Santa Maria, Uruguaiana e na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul”, estima o zootecnista.
Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/02/2026/14:42:30
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