Produtos ‘mata-germes’ podem alimentar resistência antimicrobiana, alertam cientistas
Muitas vezes sem ter como usar água para lavar as mãos na correria da rua, lenços, sprays e outros produtos “mata-germes” surgem como soluções ideais para evitar qualquer contaminação.
Mas, ainda que esses produtos possam ser muito úteis em uma emergência, seu uso constante pode levar a um problema sério: a resistência antimicrobiana.
Um novo artigo publicado na revista científica “Environmental Science & Technology” alerta que esses itens utilizados no cotidiano estão contribuindo silenciosamente para o aumento global da resistência das bactérias.
Ela detalha que, diariamente, resíduos de sabonetes antigermes, desinfetantes e lenços umedecidos são descartados incorretamente e acabam nos sistemas de esgoto.
Isso cria condições ideais para que bactérias se adaptem e se tornem mais difíceis de serem eliminadas, o que agrava um problema de nível de saúde global.
Entre 1990 e 2021, infecções resistentes a medicamentos causaram mais de 1 milhão de mortes por ano – número que pode chegar a 2 milhões anuais até 2050.
Benefícios limitados e impactos para o ambiente
O trabalho destaca que, ainda que esses produtos sejam vendidos frequentemente como boas opções para reforçar a proteção contra germes, é preciso chamar a atenção para a falta de benefício comprovado para a saúde pública em muitos casos.
Por outro lado, o que vem se confirmando a cada novo estudo são os impactos das substâncias que compõem esses artigos no meio ambiente.
O cloreto de benzalcônio, uma dessas substâncias, por exemplo, pode levar a:
- Alteração da estrutura de comunidades microbianas
- Favorecimento de espécies resistentes
- Resistência cruzada a importantes antibióticos
De acordo com os pesquisadores, atualmente, ele já é detectado em esgoto, águas superficiais, solos, sedimentos e alimentos em todo o mundo.
Eles ainda alertam que as evidências mostram que muitos dos chamados biocidas persistem no ambiente, promovem a resistência antimicrobiana e facilitam a disseminação de genes de resistência.
Necessidade de ações globais
Diante do cenário identificado pelo grupo, eles recomendam uma série de ações para tentar reduzir os riscos dessas substâncias à saúde.
Entre as medidas, estão:
- Reconhecimento global: incluir biocidas de produtos de consumo nos planos globais contra a RAM, com metas claras de redução e monitoramento ambiental.
- Políticas nacionais: restringir o uso desses ingredientes quando não houver evidência de eficácia.
- Transformação da indústria: incentivar formulações mais seguras e sustentáveis, evitando biocidas desnecessários.
- Ações individuais: quando necessário desinfetar, optar por alternativas como álcool ou peróxido de hidrogênio, que têm menor potencial de promover resistência e são igualmente eficazes.
Rebecca Fuoco, autora principal e doutoranda na Universidade Johns Hopkins, afirma que o uso excessivo de biocidas nesses produtos é uma oportunidade fácil de agir no combate à resistência antimicrobiana.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 06/04/2026/07:07:59
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