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Procuradoria denuncia prefeito Rodrigo Manga como “peça-chave” de organização criminosa em Sorocaba

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O prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), foi denunciado pela Procuradoria Regional da República por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações. A denúncia também atinge a esposa do prefeito, Sirlange Rodrigues Frate Maganhato, além de outros 11 investigados.

Rodrigo Manga está afastado do cargo desde novembro, quando foi alvo da segunda fase da Operação Copia e Cola, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que apura suspeitas de desvios de recursos públicos da área da Saúde no município.

“Peça-chave” do esquema, diz MPF

De acordo com a procuradora regional da República Cristina Marelim Vianna, que assina a denúncia, embora não haja uma estrutura hierárquica típica de organizações mafiosas, o grupo teria se estruturado em torno do prefeito.

“A organização se estruturou em torno de Rodrigo Maganhato, peça-chave em razão de seu cargo de prefeito, o único com poder de assumir obrigações em nome do município”, afirma a procuradora no documento.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há indícios de uma estrutura articulada e organizada para o desvio sistemático de recursos públicos, com atuação coordenada entre agentes políticos, operadores e intermediários financeiros.

Investigação da Operação Copia e Cola

A investigação aponta suspeitas de fraudes na contratação emergencial da ACENI (Instituto de Atenção à Saúde e Educação), entidade que administrava unidades de saúde do município.

A PF apura ainda operações consideradas suspeitas para ocultação de valores, incluindo depósitos em espécie, pagamento de boletos e negociações imobiliárias.

Entre os fatos investigados está um contrato firmado pela empresa da primeira-dama, inicialmente registrada como Sirlange Rodrigues Frate – ME e atualmente denominada 2M Comunicação e Assessoria, com a Igreja Cruzada dos Milagres dos Filhos de Deus para prestação de serviços de marketing.

Segundo a investigação, os pagamentos somaram R$ 780 mil entre fevereiro de 2021 e junho de 2023. A Polícia Federal sustenta que os serviços não teriam sido efetivamente prestados e que o contrato teria sido utilizado para justificar repasses de valores.

Durante buscas realizadas em abril, foram apreendidos R$ 903 mil em dinheiro em espécie com o casal Josivaldo Batista de Souza e Simone Rodrigues Frate de Souza, cunhado e irmã da primeira-dama, respectivamente, que também foram denunciados.

Estrutura apontada pelo MPF

O Ministério Público dividiu os investigados em três núcleos:

Núcleo Político:
Inclui o prefeito Rodrigo Manga, o ex-secretário de Administração Fausto Bossolo e o ex-secretário de Saúde Vinícius Tadeu Sattin Rodrigues. Segundo o MPF, teriam atuado para direcionar a contratação da ACENI e viabilizar os contratos investigados.

Núcleo Operacional:

Formado por representantes da ACENI e integrantes responsáveis pela execução contratual e, segundo a denúncia, pelo desvio de recursos por meio de subcontratações simuladas.

Núcleo de Lavagem de Dinheiro/Intermediação Financeira:

Apontado como responsável por intermediar e ocultar a origem dos valores. Entre os citados está Marco Silva Mott, que teria recebido mais de 250 depósitos em espécie que somam R$ 6,5 milhões, além da própria primeira-dama e familiares.

Segundo a procuradora, as provas reunidas — incluindo documentos contábeis, registros de depósitos fracionados e valores apreendidos em espécie — sustentariam a acusação de organização criminosa voltada à prática sistemática de crimes contra a administração pública.

Defesa nega acusações

Em nota assinada pelos advogados Daniel Leon Bialski, Bruno Garcia Borragine e André Mendonça Bialski, o prefeito afastado negou as acusações.

A defesa afirma que a denúncia é resultado de uma investigação “completamente nula”, iniciada de forma ilegal e conduzida por autoridade incompetente, além de alegar perseguição política.

Segundo os advogados, todas as condutas do prefeito foram pautadas pela legalidade e transparência, e a inocência dele e de seus familiares será comprovada ao longo do processo judicial.

O espaço permanece aberto para manifestações das defesas dos demais citados.

Fonte: O Estadão Conteúdo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/02/2026/10:41:21

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