Por que a Artemis II teve ‘só’ um sobrevoo pela Lua se os Estados Unidos já pousaram lá?
Para quem acompanhou as missões Apollo nas décadas de 1960 e 1970, pode parecer um passo atrás.
Afinal, os Estados Unidos já fizeram isso seis vezes. Então por que, mais de 50 anos depois, a viagem mais avançada que a NASA consegue realizar é um sobrevoo?
A resposta tem várias camadas, técnicas, políticas e orçamentárias, e ajuda a entender por que retornar à Lua se provou muito mais difícil do que muitos esperavam.
O ponto mais direto é que a nave Orion, que transporta a tripulação atual, simplesmente não tem capacidade de pousar.
Ela foi projetada para levar astronautas até as proximidades da Lua e trazê-los de volta à Terra com segurança, não para descer à superfície.
Para pousar, é preciso um módulo separado, e esse módulo ainda não está pronto.
A NASA tem contratos com duas empresas para desenvolver esses veículos de pouso lunar: a SpaceX, com a nave Starship, e a Blue Origin, com o Blue Moon.
Nenhum dos dois está disponível ainda para uma missão tripulada.
O pouso mais cedo que a agência projeta é em 2028, na Artemis IV.
O que aconteceu desde o progrma Apollo
Depois que Neil Armstrong pisou na Lua em 1969 (e outros dez astronautas o seguiram nas cinco missões subsequentes), a corrida espacial com a União Soviética foi considerada vencida.
O interesse político e público pela exploração lunar caiu rapidamente, e o programa Apollo foi encerrado em 1972.
Nas décadas seguintes, a NASA concentrou seus recursos em órbita baixa da Terra, com os ônibus espaciais e a Estação Espacial Internacional (ISS).
Recolocar humanos na Lua exige, portanto, reconstruir praticamente do zero uma infraestrutura que foi desativada há mais de meio século — e fazer isso com tecnologias, exigências de segurança e estruturas de custo completamente diferentes das da era Apollo.
O programa Artemis começou a tomar forma em 2017, durante o primeiro governo Trump, com a meta inicial de pousar na Lua em 2024.
Esse prazo nunca foi considerado realista pela maioria dos especialistas.
Problemas com trajes espaciais, com o escudo térmico da Orion, que perdeu mais material do que o esperado durante o reingresso da missão não tripulada Artemis I, em 2022 — e com o desenvolvimento da Starship foram adiando os cronogramas sucessivamente.
Uma abordagem de etapas
A lógica por trás da Artemis II é a mesma que guiou o programa Apollo no início: testar cada sistema separadamente antes de arriscar uma missão mais complexa.
A Artemis I, em 2022, enviou a Orion ao redor da Lua sem tripulação.
A Artemis II faz o mesmo com quatro astronautas a bordo, verificando os sistemas de suporte de vida, propulsão, navegação e comunicação em ambiente de espaço profundo pela primeira vez com humanos.
A Artemis III, prevista para 2027, não pousará na Lua tampouco: será uma missão de treino de acoplamento em órbita terrestre entre a Orion e os módulos de pouso privados.
Apenas na Artemis IV a NASA pretende colocar astronautas na superfície lunar novamente.
É uma progressão deliberadamente cautelosa — e que reflete o quanto a exploração espacial tripulada mudou desde os tempos em que a corrida espacial justificava riscos que hoje seriam inaceitáveis.
E quais são os próximos passos da Artemis II?
A 2º missão do programa Artemis ainda segue em andamento.
Nas próximas horas e dias, os astronautas devem deixar a esfera de influência gravitacional da Lua, realizar queimas de correção de trajetória e conduzir experimentos a bordo antes da amerissagem prevista para 10 de abril no Oceano Pacífico.
Veja os próximos marcos previstos da missão:
7 de abril: a Orion deixa a esfera de influência gravitacional da Lua. Cientistas em solo têm a chance de conversar com a tripulação sobre as observações feitas durante o sobrevoo lunar
8 de abril: testes de pilotagem manual e simulação de abrigo contra radiação solar
9 de abril: último dia completo no espaço. Tripulação revisa procedimentos de reentrada, realiza queima de correção de trajetória e veste roupas de compressão para minimizar os efeitos do retorno à gravidade
10 de abril: queima final de correção de trajetória, separação do módulo de serviço, reentrada com escudo térmico a até 1.650°C e amerissagem no Oceano Pacífico
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 07/04/2026/07:20:24
O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:c
Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

