Mortes aconteceram em novembro e dezembro do ano passado, segundo Polícia Civil. Segundo apurado pela TV Globo, caso aconteceu no Hopistal Anchieta.
Três pessoas foram presas suspeitas de cometerem três assassinatos em um hospital de Taguatinga, no Distrito Federal, em novembro e dezembro do ano passado. Segundo apurado pela TV Globo, o caso aconteceu no Hospital Anchieta.
A investigação corre sob sigilo por isso os nomes dos investigados não serão divulgados.
Os investigadores analisaram imagens das câmeras de segurança da Unidade de Terapia Intensiva onde as vítimas estavam internadas.
As vítimas são:
- uma professora aposentada de 75 anos, de Taguatinga;
- um servidor público de 63 anos, do Riacho Fundo I;
- um servidor público de 33 anos, de Brazlândia.
Em nota, o Hospital Anchieta disse que, “ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos na Unidade de Terapia Intensiva”, instaurou um comitê interno para investigar os casos e, a partir dos resultados, pediu a abertura de um inquérito policial.
Os ex-técnicos de enfermagem supostamente envolvidos nos crimes foram demitidos e as famílias das vítimas foram informadas, “prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora”.(veja íntegra da nota abaixo).

Os crimes
Ainda segundo a Polícia Civil, um técnico de 24 anos aproveitou que o sistema do hospital estava aberto na conta de um médico, receitou um medicamento “errado”, buscou na farmácia, e aplicou nas três vítimas sem consultar a equipe médica.
Duas aplicações foram feitas no dia 17 de novembro do ano passado e uma no dia 1° de dezembro. Segundo a Polícia Civil, para disfarçar a autoria do crime, o técnico de enfermagem fazia massagem cardíaca nos pacientes para tentar reanimá-los.
Além desse medicamento, o técnico ainda aplicou desinfetante dez vezes na paciente de 75 anos, com uma seringa, apontaram as investigações. Segundo a Polícia Civil, as aplicações foram feitas no mesmo dia, após a paciente ter várias paradas cardíacas.
A Polícia Civil afirma que o homem de 24 anos foi quem aplicou o medicamento nas vítimas, enquanto as duas mulheres supostamente envolvidas no crime, de 22 e 28 anos, auxiliaram em dois dos crimes. Nos primeiros depoimentos, todos negaram os crimes. Ao serem confrontados com as imagens, confessaram.
A investigação não indica que eles cometeram os crimes a pedido da vítima ou familiares. A Polícia Civil ainda apura se existem outros casos.
Prisões
De acordo com a Polícia Civil, as prisões dos ex-técnicos de enfermagem aconteceram no último dia 11. Na ocasião, os agentes também cumpriram três mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás.
A segunda fase da mesma operação foi deflagrada na última quinta-feira (15), quando foram apreendidos dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia. As imagens da prisão foram divulgadas e borradas pela Polícia Civil.
O que diz o Hospital Anchieta
“O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição.
Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes.
Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026.
O hospital entende que o segredo de justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial.
O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a justiça.”
O que diz o CRM
“O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) informa que tomou conhecimento dos fatos noticiados e adotará as providências cabíveis para a apuração, com o objetivo de verificar eventual responsabilidade médica.
O CRM-DF esclarece que todas as notícias de fato e denúncias recebidas são analisadas por meio da instauração de sindicância, com o objetivo de apurar a existência ou não de infração ética. Durante todo o procedimento, são assegurados o contraditório e a ampla defesa, em conformidade com o ordenamento jurídico aplicável.
O sigilo tem por finalidade preservar a intimidade das partes envolvidas e garantir a lisura, a imparcialidade e a integridade do devido processo legal. O CRM-DF ressalta, ainda, que as esferas criminal, civil e administrativa são independentes entre si, de modo que as decisões proferidas em uma delas não necessariamente coincidem com as adotadas nas demais.”
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 19/01/2026/14:21:40
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