PARÁ

Polícia investiga empresas que atuam clandestinamente na prestação de serviços elétricos, no Pará

Clientes relatam prejuízos que variam entre R$ 40 mil e R$ 60 mil por ligações irregulares e instalação de postes e transformadores.

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Uma ligação clandestina realizada por uma suposta empresa prestadora de serviços elétricos na região do Xingu levou a Polícia Civil a iniciar uma investigação. Um dos clientes, que não teve a identidade divulgada, afirma ter pago cerca de R$ 40 mil por um transformador, um poste e pelo serviço de ligação feito diretamente na rede elétrica — procedimento considerado ilegal.

Sem conhecer os trâmites corretos, o morador contratou o serviço acreditando que se tratava de uma empresa regular. Após o pagamento e a instalação, o fornecimento foi interrompido durante uma fiscalização realizada pela Equatorial Pará, no município de Medicilândia. A ação contou com o apoio da Polícia Civil e da Polícia Científica.

Durante a ocorrência, o empresário informou aos agentes que recebeu a indicação da suposta empresa e que aceitou o serviço após os responsáveis se apresentarem como parceiros da distribuidora de energia.

O caso foi encaminhado à delegacia. O cliente precisou prestar esclarecimentos e solicitar à Equatorial Pará a regularização da ligação, seguindo os procedimentos normativos estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com a Polícia Civil, este não seria um caso isolado. Há registros de situações semelhantes nos municípios de Altamira, Uruará, Anapu, Pacajá, Porto de Moz e Gurupá. Em alguns casos, os prejuízos relatados chegam a R$ 60 mil.

“No Brasil, instalações clandestinas de energia configuram crime, com enquadramento nos artigos 155 e 171 do Código Penal. Os responsáveis podem responder por furto e estelionato, estando sujeitos a multa e até reclusão. A Polícia Civil está investigando os casos na região do Xingu e reforça que a população pode colaborar por meio de denúncias”, destacou o delegado Jardel Guimarães, superintendente da Polícia Civil no Xingu.

No Pará, desde 2012, a distribuição de energia é realizada pela Equatorial Pará, concessionária do serviço após processo licitatório. Apenas a distribuidora e empresas devidamente credenciadas estão autorizadas a realizar intervenções na rede elétrica, como ligações novas, religações e instalação de postes e transformadores.

As ligações clandestinas representam risco à segurança do sistema elétrico e da população. Materiais fora do padrão técnico e intervenções realizadas sem critérios de segurança podem provocar curtos-circuitos, incêndios e até acidentes fatais.

A Polícia Civil orienta que a população denuncie casos suspeitos pelos números 181 e 190. A Equatorial Pará também disponibiliza o canal 0800 091 0196 para informações e denúncias. A distribuidora acompanha as investigações e colabora com as autoridades.

Fonte:   e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 15/02/2026/08:40:13

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