Perícia revela fraude em série: os sinais que denunciaram o golpe bilionário na herança do fundador do grupo Objetivo
Ainda segundo ele, as datas dos documentos foram manipuladas para indicar que o empresário teria firmado o acordo antes de morrer.
Outro ponto que levantou suspeitas foi a notificação da família sobre a suposta dívida. O grupo alegava que a viúva havia sido informada oficialmente sobre o processo, mas a perícia indicou falsificação.
A ausência de documentos originais também foi determinante para o avanço das investigações. Ao ser procurada, a família pediu acesso aos papéis que comprovariam a negociação dos terrenos — mas nunca recebeu os registros.
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Um terreno no valor de R$ 635 milhões foi usado como arma do golpe. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico
Ao desconfiar da compra do terreno, a família desconfiou e pediu os documentos originais da suposta venda, só que eles nunca chegaram.
Mesmo com as inconsistências, os suspeitos tentaram dar aparência de legalidade à cobrança ao recorrer a uma decisão de arbitragem, que reconheceu a dívida e elevou o valor para quase R$ 1 bilhão. A sentença, no entanto, também entrou na mira da polícia após a identificação de falhas no processo de notificação.
Para os investigadores, os elementos indicam que a fraude foi planejada em várias etapas, com o objetivo de simular uma negociação legítima e induzir o reconhecimento da dívida.
O caso segue sob investigação. Até o momento, há suspeitas de crimes como estelionato, falsidade ideológica e organização criminosa.
Especialistas apontam que a falta de fiscalização prévia sobre câmaras arbitrais pode abrir brechas para fraudes, como a que aconteceu no caso do fundador do grupo Objetivo.
Em nota, o Conselho Nacional de Justiça informou que essas entidades não são credenciadas pelo Judiciário, embora suas decisões possam ser revistas posteriormente pelos tribunais.
De acordo com a polícia, o grupo atuava de forma organizada e explorou vulnerabilidades do sistema para tentar obter vantagem sobre uma herança estimada em R$ 16 bilhões. O inventário ainda não foi concluído.
Quem são os investigados
Luís Teixeira da Silva Júnior: Apontado como ligado à empresa que apresentou a cobrança milionária. Já teve histórico de uso de documentos falsos e aparece como figura central no caso.
Rubens Maurício Bolorino: Ex-policial civil, citado como testemunha nos documentos. Segundo a investigação, tem histórico criminal e ligação com tráfico internacional de drogas.
Wagner Rosse Silva: Responsável pela câmara arbitral que emitiu a decisão favorável à cobrança.
Jorge Alberto Rodrigues de Oliveira: Apontado como facilitador do esquema. Foi o único preso até o momento. Outros oito investigados estão foragidos.
Os suspeitos são investigados por estelionato, falsidade ideológica, organização criminosa e tentativa de induzir a Justiça ao erro.
Segundo o Ministério Público, também são suspeitos:
- Anani Cândido de Lara: sócio da empresa, teria participado da montagem dos documentos e contratos;
- Patricia Alejandra Ormart Barreto: teria simulado notificações sem conhecimento do espólio;
- Camila Mariana Alejandra Piaggio Nogueira Ormat: teria ajudado na formalização dos contratos;
- Carlos Xavier Lopes: ligado ao núcleo financeiro, atuaria para esconder a origem dos valores;
- Aline Cordeiro de Oliveira Boaventura: teria atuado como “juíza arbitral” em decisão simulada.
O advogado da Fonamsp, Guilherme Amaral, afirma que procurou o Ministério Público e a Polícia Civil para esclarecer a situação.
A defesa de Luiz Teixeira disse que ele entrou na empresa imobiliária depois que o contrato dos terrenos teria sido firmado com Di Genio, e que a perícia nos documentos não é oficial, mas contratada pela família do empresário. Afirma ainda que ele segue à disposição da Justiça para todos os esclarecimentos.
A viúva de Di Genio afirmou, em nota, que confia nas investigações. A defesa dos demais citados não foi localizada ou não se manifestou até a última atualização desta reportagem.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 07/04/2026/07:20:24
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