A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) assinou um convênio de cooperação técnica com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para reforçar as ações de combate a pragas agrícolas no estado. O acordo garante o repasse de R$ 2,2 milhões para fortalecer as ações de emergência fitossanitária ao longo de 2026. A assinatura ocorreu em Belém nesta quarta-feira, dia 4, e reuniu representantes do governo federal, do governo estadual e da área técnica responsável pela defesa vegetal.
Os recursos vão ampliar as atividades de prevenção, monitoramento e controle de três pragas consideradas prioritárias para a agricultura paraense: a vassoura-de-bruxa da mandioca, a mosca-da-carambola e a monilíase, doença que afeta cacaueiros e cupuaçuzeiros. Essas ameaças representam risco direto à produção agrícola e podem gerar impactos econômicos, sociais e ambientais relevantes se não forem controladas.

Jamir Macedo, diretor-geral da Adepará. Foto: João Caio/Agência Pará
Convênio para combate a pragas agrícolas
Durante a cerimônia, o diretor-geral da Adepará, Jamir Macedo, destacou que o convênio fortalece a integração entre as esferas estadual e federal e amplia a capacidade operacional da defesa agropecuária no estado. “Hoje foi um dia muito especial. Nós assinamos o convênio com o Ministério para reafirmar a parceria institucional entre a Agência com o órgão federativo. Isso faz com que o nosso trabalho seja fortalecido frente a três emergências fitossanitárias. Com isso, nós possamos ter uma atuação da defesa agropecuária mais forte e mais presente garantindo assim com que as pragas fiquem longe da nossa produção rural, para que o produtor continue tendo mercado, renda e emprego. Então, a Adepará trabalhando forte para garantir a sanidade da nossa produção. É uma parceria alinhada à diretriz de promover o desenvolvimento do Estado por meio do diálogo e da cooperação institucional. A defesa agropecuária é tratada com responsabilidade no Pará. Temos grandes desafios, mas também resultados consistentes no enfrentamento das emergências fitossanitárias. Este convênio é um marco para o setor para que o produtor continue tendo renda”, afirmou.
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, ressaltou que o convênio consolida o trabalho conjunto entre os governos e fortalece a sanidade das cadeias produtivas. Segundo ele, os recursos permitirão modernizar a estrutura da Adepará e ampliar a qualificação dos servidores, o que aumenta a capacidade de resposta da defesa agropecuária no estado.
Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. Foto: João Caio/Agência Pará
Ele explicou ainda que o acordo prevê transferência direta de recursos federais para custeio e investimento nas ações de fiscalização e controle executadas pela agência estadual. “Esse convênio vai permitir o repasse de recursos de um órgão federal para o estadual. É orçamento na fonte de custeio e investimento para aditivar as ações de fiscalização e controle do órgão estadual. Isso vai permitir que a Adepará possa se estruturar com veículos e instrumentos e custear as atividades na prática dessas emergências fitossanitárias”, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, destacou que a parceria fortalece a estrutura da defesa agropecuária e contribui para a proteção das lavouras e dos produtores rurais, especialmente os pequenos agricultores. Segundo ele, a iniciativa amplia as condições de atuação da Adepará em todo o território estadual e reforça a proteção das cadeias produtivas.

O secretário de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Giovanni Queiroz, durante sua fala na programação. Foto: João Caio/Agência Pará
Ações de defesa agropecuária no Pará
Atualmente, a Adepará executa a política de defesa agropecuária no Pará e atua em todo o estado por meio de uma rede formada por 20 regionais, 178 escritórios locais de sanidade agropecuária e 14 postos de fiscalização.Entre as ameaças monitoradas está a vassoura-de-bruxa da mandioca, praga que recentemente causou prejuízos no Amapá. Levantamentos realizados nas áreas produtoras do Pará não identificaram registros da doença no estado, mas o monitoramento segue permanente para evitar a entrada do problema.
Outra frente de atuação envolve a mosca-da-carambola, com ações contínuas de monitoramento, instalação de armadilhas, barreiras volantes e fiscalização intensificada na divisa com o Amapá, estratégia considerada fundamental para proteger polos citrícolas e áreas de produção de frutas.
Também faz parte do plano de defesa vegetal a prevenção contra a monilíase, doença que pode comprometer a produção de cacau e cupuaçu. O Pará ocupa posição de destaque na produção nacional de amêndoas de cacau, o que aumenta a importância das ações preventivas para evitar prejuízos ao setor.

Autoridades participam de assinatura em Belém. Foto: João Caio/Agência Pará
A diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, Lucionila Pimentel, ressaltou que o convênio chega em um momento estratégico para reforçar a proteção das cadeias produtivas. Segundo ela, as culturas monitoradas são fundamentais para a economia estadual e têm forte presença da agricultura familiar.
Ela destacou que essas cadeias movimentam cerca de R$ 10 bilhões por ano e ocupam aproximadamente 600 mil hectares. Com o reforço de recursos, a Adepará amplia a capacidade de atuação em campo e fortalece a presença técnica em todas as regiões do estado.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 05/03/2026/14:14:53
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