A Operação Ouro Branco, deflagrada pela Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar) do Departamento de Investigações Criminais (Deic), reuniu 29 policiais para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.
Durante as diligências, os agentes apreenderam três carros, um caminhão, uma moto, sacos utilizados no transporte da carga furtada e dois simulacros de arma, além de outros materiais ligados à atuação do bando.
Investigações
Segundo as investigações, os produtos pertencem à concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA/VLI) e são levados do interior paulista com destino ao Porto de Santos, para exportação. Durante o trajeto, os criminosos acessam os vagões em movimento, abrem compartimentos de carga e ensacam o material, que é lançado na linha férrea.
Na sequência, outros integrantes do grupo recolhem a carga utilizando veículos e a transportam para galpões e sítios da região. Nesses locais, os produtos passam por um processo de descaracterização antes de serem revendidos no mercado formal, com aparência de legalidade.
As investigações apontam que o esquema criminoso tem como alvo principal cargas de commodities, com foco em açúcar e soja, e atua na rota de escoamento do interior paulista até o Porto de Santos. Desde 2023, houve aumento expressivo dos ataques, com prejuízos estimados em milhões de reais por ano.
Além das perdas financeiras, a ação da quadrilha também provoca impactos logísticos, como a indisponibilidade de produtos considerados críticos no principal porto do país, gerando gargalos no comércio internacional.
Estruturação da quadrilha
De acordo com a polícia, a organização criminosa era estruturada em quatro frentes de atuação. A primeira era a equipe de vandalismo, formada por integrantes com conhecimento técnico que atuavam diretamente na ferrovia, sabotando os trens ao cortar mangueiras de ar para forçar a parada das composições, romper lacres e abrir os vagões.
A segunda frente era composta por coletores, responsáveis por recolher o açúcar despejado na linha férrea, ensacar rapidamente o produto e levá-lo para áreas de mata.
Já a terceira célula atuava na logística e ocultação da carga. Os intermediários pagavam entre R$ 10 e R$ 15 por pessoa envolvida na coleta e transportavam o material em veículos como vans e kombis, armazenando-o em imóveis e sítios da região.
Por fim, a quadrilha contava com uma equipe de receptadores, responsável por operar galpões onde o açúcar era limpo, reensacado e inserido novamente no mercado com o uso de notas fiscais fraudulentas, simulando origem lícita.
“O grupo já vinha sendo investigado desde o fim do ano passado, após denúncias de prejuízos milionários. Eles agiam diretamente nos vagões em movimento, retiravam a carga e lançavam na linha férrea para que outros integrantes fizessem o recolhimento”, explicou o delegado Danilo Alexiades, responsável pela ação.
O nome da operação faz referência ao alto valor e à facilidade de escoamento dos produtos furtados. “O açúcar, por exemplo, é uma mercadoria que, assim que subtraída, já tem comprador certo. Por isso, a alusão ao ‘ouro branco’, pela liquidez e rápida inserção no mercado”, acrescentou o delegado.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso. A operação segue em andamento.
O que diz a empresa
Em nota ao g1, a VLT informou que as equipes de segurança patrimonial realizam rondas constantes e monitoram os ativos da companhia em tempo integral.
A empresa informou que, na região do fato, conta com equipes de vigilância 24 horas e seus trens são equipados com sistemas de segurança para garantir a integridade do time envolvido na operação, das cargas transportadas e de vagões e locomotivas.
A companhia disse que mantém contato constante com as autoridades de segurança pública por meio de reuniões e comitês especiais com objetivo de mapear soluções para tais ocorrências.
Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 18/03/2026/14:15:39
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