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Musa da Gaviões da Fiel é acusada de lavar dinheiro do PCC

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Abailarina Natacha Horana, que desfilou como musa da Gaviões da Fiel no Carnaval de 2026, virou manchete de noticiários dias após o Carnaval, mas por um motivo distante da festa popular.

Ela é alvo de denúncia criminal em São Paulo, feita pelo Ministério Público, que a acusa de participar de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) formalizou a acusação contra a bailarina na quinta-feira (19).

A denúncia veio apenas cinco dias depois do desfile da Gaviões da Fiel no Sambódromo do Anhembi, quando a escola ficou em segundo lugar, por 0,1 ponto, na disputa pelo título do Carnaval paulistano.

Natacha Horana possui cerca de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. A repercussão do caso ganhou força justamente no período das comemorações carnavalescas, com o desfile das campeãs marcado para este sábado (21).

Acusação de ocultação de patrimônio

Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo, a bailarina supostamente teve relacionamento amoroso com uma liderança do Primeiro Comando da Capital.

Desta forma, os promotores afirmam que ela escondeu e disfarçou bens adquiridos com dinheiro de fraudes cometidas pela facção criminosa. O MPSP investiga a origem dos recursos utilizados nas compras desses bens.

A suspeita é que o patrimônio tenha vindo de atividades ilegais da organização, como:

  • Fraudes financeiras atribuídas ao PCC;
  • Bens registrados em nome da bailarina para ocultar a procedência do dinheiro.

Defesa contesta a acusação

Os advogados de Natacha Horana, do escritório Bialski, divulgaram nota em que contestam a denúncia. A defesa afirma que recebeu a notícia com surpresa e ainda não teve acesso completo aos autos do processo.

Os defensores argumentam que a acusação repete fatos já investigados no Rio Grande do Norte. Para eles, isso viola o princípio que proíbe a dupla imputação pelo mesmo fato. A defesa espera pela absolvição da cliente naquele estado.

Relação amorosa como base da investigação

O escritório que representa a bailarina alega que ela foi injustamente incluída na investigação. Segundo os advogados, o único motivo teria sido um relacionamento amoroso que ela manteve anos atrás com um dos investigados.

A defesa garante que Natacha nunca praticou qualquer ato ilícito. Assim, os advogados aguardam o desenrolar do processo para demonstrar a inocência da cliente e esperam que a Justiça reconheça a falta de fundamento das acusações. 

Fonte: Metrópoles e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/02/2026/11:03:13

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