Ele foi condenado a cumprir prisão domiciliar, como medida de segurança, que poderia ser ainda internação ou tratamento ambulatorial.
A decisão foi tomada após a defesa do réu, que tem 72 anos, apresentar laudo onde aponta ter comorbidade, sinal de demência, além de contar com ajuda de familiares para sobreviver.
O caso, que provocou grande comoção, foi julgado pela Primeira Vara do Tribunal de Justiça, em Belém, para tentar esclarecer as circunstâncias de uma morte marcada por brutalidade e denúncias de violência doméstica.
Segundo os autos e as denúncias de familiares, a vítima era submetida a episódios de violência severa na residência familiar, localizada no bairro do Telégrafo, na capital paraense.
As violências teriam se agravado após a morte da mãe da vítima, que era esposa do acusado.
A vítima deu entrada no Pronto Socorro do Guamá em 28 de julho de 2024 e morreu em 1º de agosto do mesmo ano, em decorrência das graves lesões sofridas.
A Polícia Civil (PC), por meio da Delegacia de Proteção à Pessoa com Deficiência, confirmou as informações da autópsia, que apontaram hemorragia cerebral volumosa e hematoma subdural, compatíveis com tortura e maus-tratos contínuos que resultaram na morte.
O pai adotivo foi preso em flagrante em 22 de agosto de 2024, na mesma residência onde as agressões ocorriam, após familiares terem denunciado o caso às autoridades.
Apesar da gravidade das acusações e das provas periciais reunidas, o réu respondia ao processo em liberdade, aguardando a decisão judicial.
Durante o júri, foram ouvidas testemunhas, todas familiares da vítima. Os depoimentos deles foram considerados cruciais para o esclarecimento dos fatos. A defesa do acusado também apresentou argumentos.
Violência doméstica
A PC reforça a importância das denúncias em casos de violência doméstica e agressão.
A população pode utilizar o canal disque denúncia 181 ou procurar presencialmente qualquer delegacia para relatar abusos.
Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progressso 03/03/2026/14:35:10
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