Feminicídios no AM: 78% das vítimas tinham mais de 35 anos e metade dos casos envolveu arma branca

Especialistas afirmam que esse tipo de arma aparece com frequência nos casos de feminicídio por estar geralmente disponível no ambiente doméstico e representar uma violência mais próxima da vítima. Elas também alertam para a possível subnotificação de casos e de tentativas de feminicídio.

Entre os nove feminicídios registrados até maio, quatro tiveram arma branca como instrumento do crime, dois ocorreram por meio de agressões físicas e, em outros dois casos, o meio utilizado não foi identificado.

Um dos crimes aconteceu no dia 8 de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher. A vítima, Roseane Nicolau Canuto, de 39 anos, foi morta a facadas. O marido dela, Hiure Felintro da Silva, de 28 anos, foi preso cerca de uma hora depois e confessou o crime, que, segundo ele, foi motivado por ciúmes.

Os dados são baseados em boletins de ocorrência registrados nas delegacias da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e em laudos do Instituto Médico Legal (IML).

Crime passou a ter registro específico em 2015

A partir da criação da lei, os registros passaram a identificar esses casos de forma separada. A série histórica abaixo reúne os feminicídios registrados no Amazonas entre janeiro e maio dos últimos anos.

Feminicídios registrados no Amazonas entre janeiro e maio (2016 a 2026)

Especialistas alertam para subnotificação

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM), Alessandrine Silva, afirma que o uso de arma branca nos casos de feminicídio mostra uma violência direcionada contra a vítima.

Segundo ela, por ser um objeto de fácil acesso dentro de casa, a faca acaba sendo usada como instrumento de agressão em muitos crimes.

“Essa arma branca, a faca, que é doméstica e está ali de fácil acesso, é também esse objeto que esse violentador vai depositar todo o ódio e violência que ele obtém contra essa mulher. E aí a gente fala da misoginia embutida nessas violências”, afirmou.

A advogada criminalista Natividade Maia também alerta para a subnotificação, principalmente em casos de tentativa de feminicídio.

Segundo ela, como muitas agressões acontecem dentro das próprias casas, familiares, vizinhos ou pessoas próximas podem tentar resolver a situação sem que o caso chegue às autoridades.

A especialista cita ainda fatores como dependência econômica do agressor, crenças religiosas e falta de alternativas de moradia para mulheres com filhos como dificuldades para romper o ciclo de violência.

“Creio firmemente que há muitos casos de tentativa de feminicídio que são subnotificados, porque essas situações ocorrem dentro do lar, na maioria das vezes, e a própria família, vizinhos ou pessoas mais próximas interferem no evento e se ‘resolvem’ em família”, disse.

O que diz a SSP-AM

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas informou que o combate à violência contra a mulher é feito de forma integrada entre a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio da Ronda Maria da Penha, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) e outros órgãos da rede de proteção.

Segundo a pasta, nenhuma mulher acompanhada pela Ronda Maria da Penha foi vítima de feminicídio. O resultado, de acordo com a secretaria, está relacionado ao acompanhamento das vítimas, à fiscalização do cumprimento de medidas protetivas e ao atendimento prestado às mulheres em situação de violência.

A SSP-AM informou ainda que, apesar do aumento de casos em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados seis feminicídios, o número atual permanece abaixo dos maiores acumulados da série histórica.

A projeção da secretaria é de que o Amazonas registre 20 feminicídios até o fim de 2026, mantendo o mesmo total contabilizado em 2025.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 16/07/2026/07:15:53

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

Cassinos no exterior: mudanças positivas e lições para o Brasil