Feminicídios disparam no Pará, que sobe para o 8º lugar no ranking nacional em 2025; Novo Progresso está entre os municípios com maior incidência
O Pará encerrou 2025 entre os oito estados mais violentos do país para mulheres, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), divulgados em 18 de janeiro de 2026 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao todo, 63 mulheres foram vítimas de feminicídio no estado, representando um aumento de 21,15% em relação a 2024.
Dentro do território paraense, os registros mostram concentração dos casos em Belém, Itaituba, Novo Progresso e Tailândia, municípios marcados por crescimento urbano acelerado, conflitos sociais e fragilidades na rede de proteção às mulheres.
O cenário estadual reflete uma tendência nacional alarmante. Em todo o Brasil, foram registrados 1.470 feminicídios em 2025, o maior número desde que o crime passou a ser tipificado, em 2015. A média nacional foi de quatro mulheres assassinadas por dia, apenas por serem mulheres.
Segundo o Ministério da Justiça, os números ainda podem ser revisados para cima, já que quatro estados – Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo – ainda não enviaram todos os dados de dezembro.
📊 Feminicídios no Pará – Comparativo Anual
| Ano | Casos registrados |
|---|---|
| 2024 | 52 |
| 2025 | 63 |
| Variação | +21,15% |
Fonte: Ministério da Justiça / Sinesp
📍 Municípios do Pará com maior concentração de casos em 2025
| Município |
|---|
| Belém |
| Itaituba |
| Novo Progresso |
| Tailândia |
Os dados não detalham o número exato por município, apenas a concentração dos registros.
📊 Ranking Nacional de Feminicídios – Brasil (2025)
Dados gerais por unidade federativa
| Posição | Estado | Casos registrados |
|---|---|---|
| 1º | São Paulo | 233 |
| 2º | Minas Gerais | 139 |
| 3º | Rio de Janeiro | 104 |
| 4º | Bahia | 103 |
| 5º | Paraná | 87 |
| 6º | Pernambuco | 83 |
| 7º | Rio Grande do Sul | 80 |
| 8º | Pará | 63 |
| 9º | Goiás | 54 |
| 10º | Mato Grosso | 53 |
| 11º | Santa Catarina | 52 |
| 12º | Maranhão | 51 |
| 13º | Ceará | 47 |
| 14º | Piauí | 38 |
| 15º | Espírito Santo | 34 |
| 16º | Paraíba | 32 |
| 17º | Mato Grosso do Sul | 32 |
| 18º | Alagoas | 29 |
| 19º | Distrito Federal | 28 |
| 20º | Rondônia | 25 |
| 21º | Amazonas | 20 |
| 22º | Rio Grande do Norte | 19 |
| 23º | Tocantins | 19 |
| 24º | Sergipe | 15 |
| 25º | Acre | 14 |
| 26º | Amapá | 9 |
| 27º | Roraima | 7 |
Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública / Sinesp
Dados de SP, AL, PB e PE referentes a 2025 são parciais (até novembro)
📈 Evolução dos feminicídios no Brasil (2015–2025)
| Ano | Casos |
|---|---|
| 2015 | 535 |
| 2016 | 803 |
| 2017 | 1.049 |
| 2018 | 1.176 |
| 2019 | 1.328 |
| 2020 | 1.347 |
| 2021 | 1.364 |
| 2022 | 1.454 |
| 2023 | 1.458 |
| 2024 | 1.464 |
| 2025 | 1.470 |
Fonte: Ministério da Justiça
➡️ Crescimento de aproximadamente 175% em 10 anos.
Mudanças na legislação
Desde 2024, o feminicídio deixou de ser uma qualificadora do homicídio e passou a ser crime autônomo, com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão, podendo chegar a 60 anos em caso de agravantes.
A mudança integra o Pacote Antifeminicídio, que também reforçou dispositivos da Lei Maria da Penha, do Código de Processo Penal e da Lei de Execução Penal.
Apesar do endurecimento da legislação, os dados mostram que a resposta penal, isoladamente, não tem sido suficiente para conter a violência. No Pará, a ausência de políticas integradas, a precariedade da rede de acolhimento e a dificuldade de acesso a medidas protetivas seguem como fatores estruturais que alimentam o problema.
Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública / Sinesp e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 21/01/2026/14:29:33
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