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‘Estou desesperada’: Acusada de injúria racial no Rio, argentina segue impedida de deixar o Brasil

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Agostina Páez aparentava “estar muito angustiada” nesta quinta-feira após o revés judicial que a condenou a permanecer no Rio de Janeiro, por aproximadamente 10 a 15 dias, acusada de injúria racial por ter feito gestos racistas a funcionários de um bar em Ipanema, afirmou o jornal La Nacion.

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— Estou desesperada, sobrecarregada, sofrendo muito, não sei quanto mais vou sofrer aqui — disse ela à LN+, acrescentando: — Tenho cada vez menos esperança. Estou muito angustiada .

Na quarta-feira, quando tudo indicava que Páez estava prestes a retornar ao seu país após um longo processo judicial, o juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte determinou que a jovem não poderia deixar o Brasil imediatamente. O juiz decidiu manter as medidas cautelares e o monitoramento eletrônico , o que significa que ela terá que permanecer no Rio de Janeiro por aproximadamente mais duas semanas .

A decisão contrariou a opinião da promotoria e dos queixosos , que já haviam dado seu consentimento para que Páez retornasse imediatamente à Argentina.

— A espera será um pouco mais longa. Em vez de revogar as medidas cautelares e libertá-la, o juiz preferiu aguardar a sentença — explicou Junqueira. Segundo suas estimativas, a sentença “deve ser breve”.

— O juiz quer examinar um pouco mais as inconsistências nos relatos antes de proferir a sentença. Ontem, ele decidiu que prefere esperar até que apresentemos nossos argumentos finais e, então, emitir a sentença, e somente após o pagamento da fiança, ela poderá retornar à Argentina —acrescentou.

A advogada entrou com um pedido de habeas corpus esta tarde . — É um recurso legal contra um ato coercitivo. Não temos outra opção. O habeas corpus pode desbloquear [a saída de Agostina do país]. Aguardamos os argumentos finais — afirmou.

Ao La Nacion, Junqueira assegurou que, se o Tribunal rejeitar o habeas corpus, recorrerá ao Supremo Tribunal: — O direito à liberdade é uma das garantias fundamentais da Constituição.

A mulher também salientou que, embora pareça pouco tempo, prolongar a estadia de sua cliente no Brasil , onde ela tem estado sob intenso escrutínio público, é prejudicial para ela, que já está no Rio de Janeiro há dois meses.

— Embora seja apenas mais uma semana de trabalho, para Agostina é muito tempo. Para alguém que está aqui privada de sua liberdade, com seu pai… Vamos entrar com pedidos de habeas corpus porque, além do aspecto logístico, legalmente não faria muita diferença — explicou.

Agostina Páez revelou em detalhes como foi o julgamento no Brasil: — Pedi desculpas a eles olhando-os nos olhos.

No entanto, a decisão não altera a essência do acordo firmado na última terça-feira, que estabelece pena mínima para Páez por um único delito, passível de indenização e prestação de serviços comunitários.

— Há argumentos finais apresentados pelo Ministério Público, solicitando que a pena mínima de dois anos seja substituída por prestação de serviços comunitários e reparação pelos danos morais sofridos pelas vítimas. O juiz tomará a decisão final. Confiamos no Judiciário brasileiro , que conduzirá um processo justo — afirmou Junqueira.

De acordo com o La Nacion, a advogada criticou o “intenso escrutínio” a que a jovem foi submetida pela mídia local.

— Foi noticiado na imprensa brasileira que a substituição de uma pena por possíveis reparações poderia implicar uma forma de impunidade . Isso criou na promotoria a sensação de que não há credibilidade no sistema judiciário brasileiro. Eu vejo de forma oposta: o sistema judiciário não deve responder à indignação pública sobre o que constitui impunidade. A justiça deve aplicar a lei — afirmou.

A advogada explicou que a promotora incluiu em seu documento a afirmação de que “eles não podem contaminar a sociedade com um sentimento de impunidade”.

— Eles não são legisladores que precisam prestar contas à sociedade. Mudar uma decisão ou adiar a revogação de medidas cautelares, que já são efetivamente desproporcionais, para atender à opinião da sociedade, isso é falta de credibilidade no sistema de justiça — argumentou Junqueira.

A advogada discordou visivelmente da posição da juíza. — Se vamos ceder à indignação pública, então vamos enforcá-la em praça pública Vamos colocá-la aqui e pronto.

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Fonte: dol e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 27/03/2026/16:47:59

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