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Em dia decisivo para a guerra, Oriente Médio tem nova onda de ataques, e Trump e Irã dobram aposta

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Em meio à escalada militar, tanto Trump quanto o Irã dobraram suas apostas e renovaram ameaças nesta terça. O presidente dos EUA afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, caso o regime iraniano não reabra o Estreito de Ormuz.

Já o Irã manteve o tom desafiador. Em entrevista à agência Reuters, uma autoridade iraniana afirmou que o país não vai reabrir Ormuz em troca de “promessas vazias” e ameaçou fechar também a via marítima de Bab el-Mandeb, “se a situação sair do controle”. Disse também que vai deixar “todo o Oriente Médio no escuro” se os EUA atacarem suas usinas de energia.

Veja, abaixo, o que ocorreu nesta terça:

  • Donald Trump renovou o ultimato que deu ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. Na tentativa de pressionar Teerã, disse, em uma postagem em sua rede social Truth Social, que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, em referência a ataques que promete fazer caso o prazo não seja atendido;
  • Antes mesmo do ultimato expirar, os EUA já atacaram a estratégica ilha de Kharg, no Irã, segundo o vice-presidente J.D. Vance. Kharg, que estoca cerca de 90% de todo o petróleo produzido no Irã, foi atacada pela 2ª vez na guerra, mas sua infraestrutura petrolífera foi poupada novamente;
  • Israel também não esperou o prazo e anunciou ter feito “amplos ataques” ao redor do território iraniano nesta terça, atingindo pontes, trens, aeroportos e edifícios. Entre os alvos estão uma ponte em Qom, uma das maiores cidades do país. Uma petroquímica em Shihaz, também foi atingida;
  • Várias explosões atingiram Teerã, e uma delas matou 9 pessoas, segundo a mídia local. Israel pediu que iranianos não viajem em trens, e ataques a ferrovias já foram registrados;
  • O Irã revidou. Convocou a população a formar escudos humanos ao redor de usinas e anunciou que a época ‘de boa vizinhança’ com países do Golfo acabou e que abandonará qualquer contenção em novos ataques.
  • O regime iraniano manteve o tom desafiador. Em entrevista à agência Reuters, uma autoridade iraniana afirmou que o país não vai reabrir Ormuz em troca de “promessas vazias” e ameaçou fechar também a via marítima de Bab el-Mandeb, “se a situação sair do controle”.

Termina nesta terça-feira (7), às 21h pelo horário de Brasília, o prazo dado por Donald Trump para que o Irã chegue a um acordo com os Estados Unidos. O presidente norte-americano afirmou que os iranianos vão “viver no inferno” caso as negociações não avancem.

▶️ Contexto: A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã já está na sexta semana — prazo máximo previsto para a duração do conflito pelo próprio Trump quando a ofensiva começou.

  • Os EUA dizem querer garantir que o Irã se comprometa a nunca buscar uma arma nuclear, além de limitar o alcance e o número de mísseis.
  • Trump afirma que os EUA já venceram a guerra, após destruírem parte significativa das Forças Armadas iranianas, incluindo mísseis e lançadores.
  • Ao mesmo tempo, o presidente defende ser necessário “terminar o trabalho” para impedir que o Irã volte a ameaçar os EUA ou aliados.

Apesar dos avanços militares norte-americanos, o Irã vem demonstrando capacidade de resistência ao pressionar a economia global. O país fechou parte do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica para o transporte de petróleo, o que elevou os preços do combustível em diversos países.

O Irã também mantém ataques frequentes contra Israel, atingindo cidades como Tel Aviv e Haifa. Países vizinhos acabaram sendo envolvidos no conflito, com Teerã mirando bases americanas no Oriente Médio e empresas de energia ligadas aos EUA na região.

A reação iraniana tem afetado a popularidade de Trump a poucos meses das chamadas “midterms”, eleições que vão renovar grande parte do Congresso norte-americano. Diante de pressões políticas e econômicas, o presidente vem elevando o tom das ameaças.

No domingo (5), Trump escreveu em uma rede social que o Irã teria até as 21h desta terça-feira para fechar um acordo que incluísse a reabertura do Estreito de Ormuz. Ele ameaçou atacar pontes e usinas de energia iranianas caso as negociações permaneçam travadas.

“Terça-feira será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a p*** do estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno — é só esperar! Louvado seja Alá”, escreveu no Truth Social.

🗓️ Esse, no entanto, não foi o primeiro ultimato feito por Trump nos últimos dias.

  • Em 21 de março, o presidente afirmou que iria “obliterar” usinas caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas.
  • Dois dias depois, concedeu mais cinco dias de prazo e disse haver negociações “muito boas e produtivas” com o Irã.
  • Em 26 de março, ampliou o prazo até 6 de abril e voltou a mencionar avanços nas conversas.

Segundo ele, após o fim do prazo estipulado, todas as pontes do Irã estarão “dizimadas” e as usinas de energia, “demolidas” em poucas horas.

Negociações e consequências

Irã e Estados Unidos já anunciaram as condições que exigem para encerrar a guerra. As negociações, no entanto, continuam travadas.

O Irã afirmou que prefere negociar o fim definitivo da guerra, e não uma pausa temporária, e disse ter apresentado uma contraproposta. Trump chegou a elogiar a iniciativa, mas declarou que o plano não era suficiente.

O impasse aumentou os temores de uma escalada no conflito, com possíveis impactos para a economia global.

  • Um eventual ataque dos EUA a usinas iranianas poderia interromper o fornecimento de energia para milhões de pessoas e provocar um colapso elétrico e econômico no país.
  • Também há temores de que ataques a instalações nucleares provoquem um acidente radiológico grave, com impactos que poderiam ultrapassar as fronteiras do Irã.
  • O governo iraniano já indicou que poderia retaliar bombardeando usinas de energia de países vizinhos, incluindo refinarias de petróleo, o que poderia pressionar ainda mais os preços.
  • Teerã também afirmou que pode atingir usinas de dessalinização em países do Golfo, colocando em risco o abastecimento de água para milhões de pessoas na região.

Crime de guerra?

Após as ameaças feitas por Trump no domingo, o governo do Irã afirmou que as declarações do presidente dos Estados Unidos configuram violações do direito internacional.

“O presidente americano, como a mais alta autoridade de seu país, ameaçou publicamente cometer crimes de guerra”, escreveu Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, em uma publicação no X.

A ONU classifica crimes de guerra como violações do direito internacional humanitário no contexto de um conflito armado, seja internacional ou interno. Entre os exemplos estão:

  • assassinato e tortura;
  • ataques intencionais contra civis;
  • ataques contra trabalhadores de ajuda humanitária;
  • ataques contra igrejas, escolas e hospitais;
  • uso de armas proibidas, como armas químicas ou munições de fragmentação.

Em entrevista à GloboNews, Carlos Frederico Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio, explicou que, em geral, os alvos mencionados por Trump para possíveis ataques nesta terça-feira são protegidos pelo direito internacional humanitário.

“Até haveria um espaço para ataques a infraestrutura utilizada para logística militar, mas não é isso que Trump está prometendo. Ele está prometendo, de maneira indiscriminada, que vai atingir energia, que vai atingir pontes”, disse.

“Não há nada no direito internacional dos conflitos ou no direito internacional humanitário que permita que isso seja feito.”

Mesmo que um eventual ataque dos EUA ao Irã pudesse ser considerado crime de guerra, uma punição internacional seria improvável, já que o país não integra o TPI.

Além disso, caso uma investigação fosse levada ao Conselho de Segurança da ONU, os EUA poderiam usar o poder de veto para bloquear o processo.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 07/04/2026/07:20:24

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