O nome assusta e não é por acaso. O chamado caranguejo-do-diabo carrega essa fama por causa de sua toxicidade extrema, como se fosse algo vindo direto das profundezas dos infernos. A espécie Zosimus aeneus é conhecida por concentrar toxinas potentes capazes de provocar paralisia severa após o consumo. Embora não exista no Brasil, vive em áreas de recifes de coral da região Indo-Pacífica, incluindo Japão, Austrália, Havaí, Filipinas e parte da costa leste africana.
O apelido popular também se relaciona às cores chamativas do animal, que podem enganar quem não conhece os riscos. O problema está nas substâncias acumuladas em seus tecidos, como a tetrodotoxina e compostos semelhantes à saxitoxina, toxinas que interferem diretamente na transmissão dos impulsos nervosos. Ao bloquear canais de sódio nas células, elas impedem que os músculos recebam comandos do cérebro.
Entendendo a Toxicidade do Caranguejo-do-Diabo
É aí que surge o quadro conhecido como “síndrome do cárcere”. A vítima permanece consciente, mas perde progressivamente a capacidade de se mover e falar, pois a musculatura entra em paralisia. Em casos graves, a toxina atinge os músculos respiratórios, levando à insuficiência respiratória. Sem atendimento rápido e suporte intensivo, o envenenamento pode ser fatal.
O tema ganhou repercussão após a morte de uma influenciadora nas Filipinas, que consumiu o crustáceo sem saber do risco. Segundo reportagem do portal VivaBem UOL, a espécie não é encontrada em território brasileiro, mas é conhecida em regiões de recifes tropicais do Indo-Pacífico. Especialistas alertam que o preparo culinário não elimina a toxina, já que ela é resistente ao calor.
Prevenção e Riscos Associados ao Consumo
O caso reforça a importância de conhecer a procedência de frutos do mar, especialmente em viagens internacionais. Diferentemente de alergias alimentares, o envenenamento por toxinas marinhas é um processo químico direto no sistema nervoso. Informação e cautela são as principais formas de prevenção diante de espécies que, apesar de visualmente atraentes, podem representar risco grave à saúde.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 14/02/2026/11:11:37
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